dança de salão

O gasto calórico das danças

 

O excesso de gordura corporal é uma das principais preocupações das pessoas que buscam atividades físicas, entretanto muito mais por questões estéticas do que pelos riscos que essa condição traz à saúde.

 

A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, não tem uma causa única e isolada. Cerca de 95% dos casos estão intimamente ligados a fatores pertinentes ao estilo de vida. Assim, alterações comportamentais no que diz respeito aos hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos, ou pelo menos um incremento na atividade física diária, podem ser bastante úteis na prevenção e no tratamento dessa doença.

 

Na escolha da atividade física a ser executada, a dança ganha, cada vez mais, lugar de destaque frente a outras atividades como esportes coletivos, ginásticas e até musculação.  Dançar é uma atividade aeróbia, e de acordo com os tipos de movimentos executados, pode ser de baixa ou alta intensidade. O gasto calórico resultante de cada tipo de dança se deve também ao período e  freqüência com que a atividade é executada. 

 

Além da comprovada queima de calorias proporcionada por esta opção,  a dança tem figurado em primeiro lugar no ranking de atividades preferidas pois é uma das poucas que proporcionam prazer. A conseqüência mais importante disso é a verdadeira aderência a um novo estilo de vida. Ou seja, o indivíduo aguarda com prazer os resultados,  que só aparecem depois de um certo tempo. Observa-se, porém, um grande número de desistentes em outras modalidades físicas devido a rotina e ao desprazer que proporcionam.

 

Soma-se a isso outros diversos benefícios psicológicos como o aumento da auto-estima e redução do estresse, e sociais como  estímulo ao convívio social e ampliação do círculo de amizades. 

 

Mas entre os diversos tipos de dança, qual será a mais indicada para aqueles que estão interessados em perder alguns quilinhos extras ? O gasto energético de cada estilo de dança pode ser estimado de acordo com cálculos que consideram os tipos e intensidades dos  movimentos executados. Sendo assim, compare as calorias gastas para as diferentes modalidades praticadas num período de uma hora e escolha  a melhor maneira de ficar em forma.

 

 

Tipo de dança

Gasto calórico

Dança livre 328,50 kcal
Lambaeróbica 379,60 kcal
Dança de Salão 401,50 kcal
Ballet 438 kcal
Samba no pé 584 kcal
Salsa 511 kcal

 

Prof. Alan Fagundes(Black) Explica: Na Dança de Salão – Você pode Aprender!
Saiba mais sobre essa contagiante modalidade, desperte o dançarino(a) que está dentro de você!!!

Surgido nas cortes reais européias, época da corte do Rei Luís XIV na França, a mesma postura que os soldados mantinham suas espadas laterais ao lado esquerdo, surgira o abraço lateral, também sendo possível, que a postura de sentido, tenha inspirado a postura clássica em uma dança à dois. Junto com as colonizações atravessando os continentes, também foram levadas para outras partes do mundo vários estilos de danças, sendo transformados de acordo com a colonização local.

Exemplos: Brasil: Maxixe, que deu origem ao Samba de Gafieira,Argentina: Tango,Cuba: Habanera, originando a Salsa,Bolero, e Rumba, E.U.A – Swing ou Soltinho.

No Brasil, os ritmos mais tocados e dançados em bailes e escolas de danças são: Bolero, Soltinho,Samba, Forró, Lambada/Zouk,Salsa e Tango.

Há diferença sim entre Danças de Salão com Danças de Salão para competição. Conhecida no mundo como “Ballroom Dance” ou “Dancesport”, essa modalidade possui passos restritos, divididos em três níveis de aprendizagem: Iniciante,intermediário e Open.

Muitos “professores de danças”, esquecem de dar o devido exemplo para seus alunos, participando de bailes não somente para o lazer e sim para mostrar-se e exibir-se em lugares onde muitas pessoas não possuem o devido conhecimento da dança. A regra é clara: A “Estética da Dança”, tem que ser passada primeiramente antes mesmo  de passar qualquer passo básico, onde o casal profissional ou não tenham a devida postura corporal e o concentimento de fazer a diferença e não praticamente “ofender visualmente” outros casais.Baile é baile, apresentação no baile é outra coisa…

Outra coisa que observei em outros profissionais, é que hoje em dia, com a febre da Dança de Salão, muitos esquecem de ensinar além da estética da dança, “Onde a postura é fundamental – segundo o Mestre Carlinhos de Jesus”, os passos básicos, já iniciando diretamente em figuras ou passos, fazendo com que o casal aprendiz não sinta realmente o ritmo e sim transformam-se em “robôs”, ou seja, fazem os passos por fazer….

Infelizmente, não existe em todas as cidades no Brasil clubes ou casas noturnas que explorem essa modalidade, fazendo com que amantes da dança fiquem sem praticar seu aprendizado.

Todo mundo tem rítmo, basta explorá-lo e praticá-lo!!!

Então levante-se do sofá e procure já um escola de danças e um Ótimo professor…

A Escola de Dança Passos & Compassos foi inaugurada em fevereiro de 95, para consolidar uma nova metodologia no ensino de Danças de Salão, em constante desenvolvimento para fazer qualquer pessoa aprender a dançar.

É muito comum que o ensino da Dança de Salão dependa da aptidão de cada um, com pessoas que ?levam jeito? e com outras que se acham ?duras e travadas?. Numa turma sempre temos pessoas de todos os tipos… Como encontrar o equilíbrio?

Os passos da dança no compasso de cada um.

O slogan da escola já diz tudo: desenvolvendo a consciência corporal do aluno, todos aprendem da mesma forma, apenas ampliando seus limites e respeitando o tempo de aprendizado de cada um.

Nosso método é baseado em linha de raciocínio e consciência corporal. A pessoa pensa e entende cada movimento, tendo consciência dele. Mesmo que seu corpo ainda não consiga executá-lo na velocidade de uma música, se a pessoa pensar e treinar sem música ela vai assimilando cada movimento, e vai dançar bem, . com postura e elegância.

Metodologia de Ensino: Penso, logo danço!

Esta frase resume nossa linha de ensino. As pessoas têm que pensar para aprender a dançar, na realidade não só para aprender a dançar, mas para aprender qualquer coisa! Sempre é preciso pensar e entender o assunto.

Pensar para dançar ?!? Parece estranho, sempre achamos que dançar é ouvir a música e deixar seu corpo ser levado por ela… Depois que já sabemos o que fazer, somos levados pela música. Mas como curtir a música se você não sabe quais movimentos fazer? Aí é que entra a técnica e o aprendizado!

Explicar os movimentos, fazer as pessoas pensarem, entenderem e executarem cada parte… Utilizar referências do dia-a-dia das pessoas e explicar comparando com outros movimentos que a pessoa já conhece. Esta é a base.

Todos os passos são ensinados a partir de movimentos básicos, e o aluno descobre todas as possibilidades para iniciar e finalizar os passos, sempre utilizando sua mente e sua criatividade para procurar todas as formas possíveis de encaixar os passos, como se fossem ‘blocos de montar’, que você combina como quiser.

Em paralelo temos exercícios e brincadeiras para desenvolver a consciência corporal, melhorar a postura e trabalhar a musicalidade, deixando os alunos mais soltos, mais confiantes, quebrando bloqueios e preconceitos. E as pessoas percebem mudanças não apenas na dança, mas na qualidade de vida de cada um!

A metodologia utilizada na Passos & Compassos possui aprimoramento contínuo, sendo pesquisada e desenvolvida por Solange Gueiros, diretora da escola. Os professores são facilitadores do processo de aprendizado, desenvolvendo a capacidade de auto-aprendizagem através da organização das idéias dos alunos e da consciência corporal.

Todos vão aprender a dançar com nosso método!

Nosso método é eficaz com pessoas que tenham dificuldades para aprender. Grande parte das pessoas que se acha ?dura? ou ?travada? e que tem dificuldades para aprender a dançar, tem problemas relacionados ao que elas acreditam sobre si mesmas e sobre a dança… Logo, quando a gente faz a pessoa pensar e entender o que está acontecendo, ela transpõe os bloqueios, aprende, e também acredita mais em si mesma.

Dançar não é só pensamento, mas mesmo para trabalhar as sensações e sentimentos é preciso orientar nosso cérebro. Trabalhamos também as emoções dos alunos, desenvolvendo-os para sentir os movimentos que o corpo executa, ouvir a música, se relacionar com o parceiro. O aluno tem que ter prazer e felicidade enquanto dança!

Como este método não depende da facilidade que a pessoa possua para dançar, mesmo as pessoas com dificuldades aprendem, desde que respeitem seu tempo de aprendizado. Aliado a um forte trabalho de consciência corporal, com o tempo todos estão dançando. Além disso, as pessoas ficam mais confiantes e se relacionam melhor com as outras pessoas.

A qualidade da sua dança

Para aqueles que desejam se tornar exímios dançarinos, nosso método trabalha a base e os movimentos avançados satisfazendo os diversos níveis de expectativas dos alunos.

O importante é que para qualquer passo que você aprenda, sempre irá aprender a conscientizar o seu corpo para fazer o movimento, e nunca vai ficar dependente de seus vícios.

As pessoas crescem constantemente, e estão sempre ultrapassando seus limites corporais. Além disso, os exercícios influenciam diretamente a estrutura corporal da pessoa, melhorando seu posicionamento no dia-a-dia, deixando todos equilibrados, com postura e elegância.

Aprendendo a linguagem do seu corpo

Aprender a dançar é como aprender uma outra língua: primeiro aprende-se as palavras e as estruturas gramaticais. No início sempre fazemos uma tradução da nossa língua para a que estamos aprendendo, e assim nosso tempo de resposta é lento. Com o tempo ficamos familiarizados com a língua e apenas quando estamos pensando na nova língua e construindo as idéias a partir dela é que falamos fluentemente. Na dança é igual: primeiro aprendemos os passos básicos e as ligações, depois vamos encaixando tudo o que conhecemos fluentemente e só aí nos sentimos dançando. O ingrediente extra, na dança, é o trabalho com o nosso corpo, que pode demorar um pouquinho mais do que qualquer outro assunto que dependa só da nossa mente.

Sou muito duro para dançar…

Outra crença que desmistificamos é que para dançar é preciso deixar o corpo mole. Imagine uma gelatina dançando, Uma parte vai para um lado, e a outra fica ou até vai para o lado oposto. Para dançar é preciso soltar algumas partes do corpo, mas de forma consciente. Precisamos de uma estrutura firme, para levar nosso corpo para onde desejamos. Se o corpo é mole, você não tem controle sobre ele e fica mais difícil para dançar. É mais fácil trabalhar com uma pessoa dura, que a gente solta só o que precisa, do que trabalhar com uma pessoa mole, que a gente primeiramente deve dar firmeza.

O que é dançar bem?

É mais gostoso dançar com alguém que faça poucos passos, mas que lhe dê segurança porque não maltrata o seu corpo, que seja envolvente, que sinta cada acorde da música e consiga transmitir isso na sua dança. Agora se imagine dançando com alguém que faz todos os passos conhecidos, mas que só olha para os outros, não olha para você enquanto dança, não tem ritmo e não se preocupa com os outros no salão, esbarrando em todo mundo. Não parece muito atraente…

Dançar não é simplesmente executar passos, mas sim ter postura e equilíbrio, além de curtir a música. A maneira com que você executa um movimento é muito mais importante do que o movimento em si. Só que muitas pessoas colecionam passos, independente da forma como são realizados, sem se preocupar com as conseqüências que pode trazer para o seu corpo ou com o risco de se colocar mal em um movimento…

O segredo para fazer os movimentos com graça e elegância é a calma e a segurança de quem sabe o que faz. Se preocupar com o salão sem esquecer da pessoa com quem está dançando. Prestar atenção no outro, interagir com ele… Além disso, é preciso ouvir a música e seguir sua linha melódica e não apenas o ritmo. É despertar para cada acorde e cada parada da música, e curtir isso na sua dança. É sentir cada movimento, e dançar!

O exercício ideal – Fique em forma e saudável

Com as pressões do trabalho e as obrigações sociais convivendo conosco todos os dias, é cada vez mais difícil arrumar tempo para se exercitar. Talvez este seja o motivo pelo qual as pessoas estão se esforçando para manter o peso e cuidar da saúde mais do que nunca.

Não é segredo que exercícios moderados e hábitos alimentares saudáveis são a chave para se manter em forma e saudável. De qualquer forma, a idéia de gastar 30 minutos em um trabalho de relaxamento, ou caminhando ao redor do edifício umas 5 vezes está fora de cogitação para a maioria das pessoas. Dançar funciona como um redutor de stress e de tensões. Para pessoas com uma vida agitada pode tornar-se uma ótima forma de melhorar sua postura e aumentar sua segurança em atividades sociais ou situações de trabalho.

Isto é o que faz da dança o exercício ideal! Além disso, dançar é uma atividade aeróbica leve! Enquanto você faz aulas de dança, faz exercícios de uma maneira divertida, num evento social, toda semana. Seu trabalho dançante acontece, ocorre, com músicas agradáveis e todos ficam de bom humor. Isto é diversão.

Considere estes fatos dançantes:

– A Dança contribui para sua auto-estima e segurança. – Atletas olímpicos freqüentemente incluem a dança em sua rotina de treinamento para aguçar seu controle, agilidade, velocidade e equilíbrio. – A dança é considerada uma das cinco melhores atividades físicas para pessoas com mais de 60 anos. – A dança contribui para uma boa postura e alinhamento corporal. – Dançar encoraja atitudes sensatas. – A dança aumenta a flexibilidade e a força. – É um exercício aeróbico, que traz benefícios para o sistema cardiovascular enquanto você move suas pernas e ombros. – Alguns médicos recomendam 30 minutos de dança, 3 vezes por semana.

Desde que a Dança Internacional foi reconhecida como um esporte olímpico, ela tem atraído a atenção. Comparando os corpos de atletas e de competidores de dança profissionais, ele tem as mesmas características. A Dança de Salão é uma atividade rigorosa que utiliza um grande número de grupos musculares, e normalmente é feita em torno de uma hora, numa aula, ou na noite toda, durante um baile. É freqüentemente comparada à Patinação Artística, e ninguém questiona as habilidades atléticas de um patinador…

Muitas pessoas preferem a Dança de Salão ao programas de exercícios tradicionais. É uma atividade de baixo impacto, acessível para pessoas de qualquer idade, independente do seu condicionamento físico. Com muita diversão as pessoas perdem peso, melhoram a circulação e o condicionamento aeróbico, sentindo-se muito mais dispostas e alegres. A escola de dança Passos & Compassos pode colocar mais saúde e forma física em sua vida.

Algumas aulas na Passos e Compassos são tudo o que você precisa para manter a forma

A Paixão na Dança

Traga aquela pessoa especial mais perto, fale, passeie pelo salão para uma sonhadora canção de amor…

A Dança de Salão é tão romântica quanto divertida. Há anos os maiores românticos do mundo sabem que a melhor maneira de conquistar o coração de uma dama é levá-la para a pista de dança. Abraçando, tocando e se movendo com a música é o maior romantismo que qualquer casal pode acrescentar a suas vidas. Pense no número de relacionamentos que nunca começariam sem a melhor forma de quebrar o gelo: ?Posso ter o prazer desta dança??.

As características românticas da dança são um segredo que apenas os bons dançarinos desfrutam. Para os homens, reconhecer que ritmo a banda está tocando e o que ele vai dançar e ter a confiança na sua habilidade para caminhar pelo salão e pedir para uma dama dançar com ele é um pré-requisito social. Para as damas, estes requisitos sempre serão valorizados, deixando os homens com charme, elegância e postura.

Pessoas vão para todos os extremos para fazer com que elas sejam mais atrativas para o sexo oposto. Horas são gastas na ginástica e milhões são gastos em cosméticos e roupas apenas para caprichar no dia do encontro. Infelizmente essas pessoas sempre ficarão para trás como bons dançarinos. A melhor maneira de ser notado, em uma luz favorável, é na pista de dança.

As cenas de dança dos filmes sempre encantaram as pessoas. E estas cenas de Dança fazem a mesma coisa com os atores na vida real e com os personagens que representam. Elas proporcionam a chance das pessoas expressarem suas emoções para seus parceiros, estimulando os relacionamentos de uma maneira sensual e romântica,

E mais, dançar pode ajudar a manter a união entre duas pessoas! Após anos de casamento, novas emoções são encontradas numa pista de dança. É um estímulo, encoraja as chamas do romance ao invés do stress e da tensão que pode importunar a vida de um casal. É uma das melhores formas de manter um casamento interessante e duradouro. Quando questionadas, muitas mulheres disseram que preferem uma noite dançante com seu parceiro ao invés de flores ou chocolates no dia dos namorados…

Algumas aulas na Passos e Compassos são tudo o que você precisa para transformar sua vida em dança e romance

Benefícios da Dança de Salão

Nossos alunos adquirem muitos benefícios enquanto aprendem a dançar!

Desenvolvendo suas habilidades na dança não fique surpreso se você…

– Tiver mais prazer e alegria na sua vida social. – Fortalecer a sua autoconfiança. – Encontrar novas pessoas e fazer novos amigos. – Melhorar sua saúde. – Se sentir mais à vontade nos eventos sociais. – Encontrar o exercício e a boa forma que você precisava. – Fizer seu parceiro mais feliz. – Gostar mais de ir à festas. – Ver suas relações profissionais melhorando. – Adquirir mais graça, elegância e postura. – Superar a timidez. – Diminuir o Stress. – Aumentar sua energia e agilidade. – Se destacar numa pista de dança. – Nunca mais recusar um convite para dançar. – Melhorar sua percepção rítmica e musicalidade. – Desenvolver sua linguagem corporal. – Descobrir uma nova forma de recreação e entretenimento. – Se sentir renovado, aliviado e relaxado.

Venha dançar com a gente!

A Dança de Salão

A Dança de Salão é uma atividade completa. O exercício é ótimo para o corpo, para a cabeça e para a alma. E não importa muito a velocidade ou a perfeição com que se dança. Dos movimentos mais frenéticos aos mais lentos e compassados o efeito é um só: bem-estar.

Quem dança não reclama de dor de cabeça, dor nas costas, não sofre de úlcera e vive em paz com o sistema nervoso… A dança provoca uma alegria que passa pela fisiologia, aumenta a circulação sangüínea, trabalha as extremidades e ativa o sistema linfático, justamente o mecanismo de defesa do corpo, como já foi constatado em pesquisas. Nunca é tarde para incluir a dança na rotina diária…

Desde que surgiu, a dança de salão também tem objetivos sociais, como o de relacionamento e integração de seus participantes na sociedade, ensinando princípios de boa educação É uma atividade democrática e sem preconceitos. Não importa idade, tamanho, aparência, cargo, posição social… Qualquer um pode aprender a dançar, e com certeza vai se sentir muito bem dançando.

A Dança possibilita o desenvolvimento da coordenação motora, consciência corporal, conhecimento musical, inteligência e disciplina. E no caso da dança de salão, que é essencialmente em pares, trabalha o relacionamento social, a confiança e auto-estima, além de descarregar as tensões do dia-a-dia. A Dança de Salão também é uma ótima atividade física, e mantém a forma!

Além disso é uma atividade cultural, pois as pessoas se interessam em conhecer a origem da dança, o povo que a criou, o significado da música, a época em que nasceu, enfim, a história de cada dança e de cada ritmo, ampliando o conhecimento histórico e geográfico de cada um.

A Passos & Compassos

Inaugurada em fevereiro de 95, a Passos & Compassos consolidou uma nova metodologia no ensino da Dança de Salão, constantemente pesquisada e atualizada por Solange Gueiros, diretora da escola, com o objetivo de fazer qualquer pessoa aprender a dançar e acrescentar valores positivos na vida de cada um através da dança.

Nosso método é baseado em linhas de raciocínio e consciência corporal. A pessoa pensa e entende cada movimento, tendo consciência dele. Mesmo que seu corpo ainda não consiga executá-lo na velocidade de uma música, se a pessoa pensar e treinar sem música ela vai assimilando cada movimento, e vai dançar bem, com postura e elegância.

Em 2001 a Passos & Compassos incorporou a Strapolos Bar Academia, hoje chamada Dançaria Passos & Compassos, fundada por Roberto Mendoza em 1994. Solange Gueiros foi aluna dele em 1992, na USP, quando se chamava Roberto Mendoza Dança de Salão. Em 1994, com a definição da sede no Alto de Pinheiros passou a se chamar Strapolos. Solange Gueiros freqüentou o primeiro curso deste local, de Samba de Gafieira, ministrado por João Carlos Ramos, do Rio de Janeiro. Em 2002 foi incorporada a unidade do Tatuapé.

“Como professora meu maior desafio é ajudar as pessoas a se conscientizarem de seus pontos fracos, aceitarem a si mesmas e lutarem contra a vontade irresistível de desistir ao menor obstáculo. Dar estímulos para que os alunos respeitem seu tempo de aprendizagem, respeitem suas dificuldades e queiram superá-las. Todo esse trabalho não fica só na dança, se reflete na vida e essa é minha maior realização: fazer as pessoas evoluírem e desta forma melhorar o mundo…” ? Solange Gueiros.

Teremos grande satisfação em fornecer mais informações, entre em contato!

 

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Melhores correspondências para dança de salão passos básicos

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Perguntas Frequentes sobre
Samba de Gafieira

1. Como surgiu o samba do Rio de Janeiro ?
2. O que é Maxixe ?
3. Quando foi gravado o primeiro samba ?
4. Onde era dançado o samba de gafieira ?
5. Quando que o samba de gafieira realmente se firmou ?
6. O samba atual ainda se dança como na década de 40 ?
7. Os passos de samba tem nome ?
8. Existe o Quadrado no Samba de Gafieira ?
9. Como se deve dançar ?
10. Boas maneiras nos salões
11. Existem “variações” de samba, e como dança-las ?
12. E fora do Brasil se dança samba ?
13. Qual o ritmo do samba ?
14. A dança de salão é machista ?
15. Qual a faixa etária dos praticantes ?
16. É mais fácil para o homem ou para mulher aprender dança
de salão ?
17. Todos no Rio de Janeiro dançam o mesmo samba ?
18. Em São Paulo se dança samba de gafieira ?
19. Galeria da Fama

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

Como surgiu o samba do Rio de Janeiro
?

A palavra samba surgiu de vários elementos africanos e
o samba do Rio de Janeiro surgiu do batuque africano, de
Angola e do Congo.
Antes do surgimento do samba propriamente dito, se
dançava o batuque africano em filas ou em rodas com o ritmo
sendo acompanhado por palmas. Desde o século XVII já se
dançava ao ar livre, danças de origem provavelmente
portuguesa, que com a influência negra deu origem a danças
rurais que recebiam o nome de xiba, no Rio de Janeiro, cateretê,
em Minas Gerais e fandango nos estados do sul.
Depois da abolição da escravatura, no final do século
XIX, se formaram basicamente duas vertentes do samba, a
primeira na Cidade Nova/Praça Onze, onde nomes como
Pixinguinha e Donga estavam presentes, esse samba tinha uma
grande influência do maxixe, e desse samba surgiu
posteriormente o samba dançado a dois, o samba de gafieira.
Que foi a mistura do maxixe com outras danças
européias.
A segunda vertente foi a que subiu o morro, levada por
problemas socio-econômicos da época, onde deu origem, entre
outras coisas, às escolas de samba, e na forma dançada, ao
samba-no-pé. Foi nessa vertente que a percussão, oriunda do
batuque africano, se fez mais presente.

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

Ver :

História do Samba, Mangueira
http://mangueira.com/mangueira/hosp.html

História da Dança de Competição Em inglês.
http://linus.socs.uts.edu.au/%7Edon/latin/latin.html

História da Música Brasileira com ênfase em Samba.
http://www.alink.net/~xuxu/bsconten.html

História do Choro Em inglês.
http://www.brazzil.com/musfeb96.htm

História do Choro – Pixinguinha Em inglês.
http://www.brazzil.com/musjul96.htm

Choro http://pub2.lncc.br/dimas/choro.htm

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

O que é Maxixe ?

O maxixe foi a primeira dança urbana, a dois, a aparecer
no Brasil, na segunda metade do século XIX, era uma forma de
dançar não atrelada a um gênero musical específico, sendo
inicialmente dançado ao som de músicas brasileiras baseadas no
tango. É um híbrido de elementos como o lundu (origem afro-
negra), a polca(européia), Mazurca e xótis.
Era dançado em locais que não atendiam à moral e bons
costumes da época, como em bailes de negros e nas gafieiras da
cidade nova. Os homens de classes mais privilegiadas
frequentavam esses bailes e gafieiras em busca da sensualidade
das danças africanas, onde só iam mulheres de classes inferiores
ou meretrizes. Teve força até a década de 30 do século XX,
quando entrou em declíneo cedendo espaço ao fox-trote e
posteriormente ao samba.
Do ponto de vista musical, pela parte rítmica, resultou
do tango. Da polca, herdou o andamento, com adaptação da
síncopa afro-lusitana. No início do século alcançou grande
sucesso nos placos europeus, sendo apresentada com requintes
coreográficos pelo dançarino duque, na França e na Inglaterra,
em 1914 e 1922. confundido por alguns historiadores com
tango espanhol e a habanera cubana, distingue-se entretanto
desses generos pelo caráter lúbrico e lascivo da dança, pela
sincopação e pela vivacidade rítmica da música. o maxixe é o
ritmo que deu origem ao samba europeu.

Ver:

História da Dança de Competição Em inglês.

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

http://linus.socs.uts.edu.au/%7Edon/latin/latin.html

Quando foi gravado o primeiro samba ?

O primeiro samba oficialmente gravado foi o “Pelo
Telefone” datado de 1917. Foi registrado em nome de Donga,
mas pesquisadores indicam que além de Donga outros músicos
participaram da composição na casa de Tia Ciata na Cidade
Nova. Donga porém foi o único a ter visão comercial.
Posteriormente Mauro de Almeida conseguiu constar
como co-autor.

Ver :

Escute a gravação original na voz de Baiano.
http://www.dancadesalao.com/agenda/pelotelefone.ra
Letra.
http://www.dancadesalao.com/agenda/letrapelotelefone.txt

História da Dança de Competição Em inglês.
http://linus.socs.uts.edu.au/%7Edon/latin/latin.html

História da Música Brasileira com ênfase em Samba Em inglês.
http://www.alink.net/~xuxu/bsconten.html

Onde era dançado o samba de gafieira ?

O samba originalmente era dançado em cabarés e
gafieiras, daí o nome samba de gafieira, localizados em
sobrados de Botafogo, Catete e Centro, no Rio de Janeiro. Por

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

coincidência ou não as academias mais conhecidas ficam nesses
bairros.

Quando que o samba de gafieira
realmente se firmou ?

Foi somente na década de 40 que o samba de gafieira
realmente ganhou força.

O samba atual ainda se dança como na
década de 40 ?

Não. O samba de gafieira atual, importou alguns
movimentos que são característicos do tango argentino.
Incorporou também passos acrobáticos em que a dama é
“lançada” como uma boneca de pano. Por exemplo a
enceradeira e o cabide.

Os passos de samba tem nome ?

Alguns nomes de passos (Here some steps names):
cadeirinha (little chair), balão (ballon), enceradeira, baigon,
cabide, balão apagado, facão (big knife), faquinha (small knife),
anzol (fish hook), gancho (hook), gancho redondo (round
hook), letra (letter), puladinho redondo, pica-pau
(woodpecker), trança (“twist” ), tesoura (scissors), caminhada
(walk), pião ( the toy “top” ), “esse” (the letter “s” ), etc. Além

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

de inúmeras variações e composições sem nomes.

Existe o Quadrado no Samba de
Gafieira ?

Não. O quadrado não é passo de samba de gafieira.
Ocorre que ele existe em diversas danças de salão, como a
valsa, e no samba internacional, e em determinado momento
introduziram no samba de gafieira como novidade para se
tornar o passo básico. Alguns anos depois constatou-se que ele
prejudicava o desenvolvimento do samba de gafieira e
descaracterizava o passo básico normal.

Diagrama do passo básico.
http://dancadesalao.com/agenda/java/javdp.htm

Como se deve dançar ?

Existe uma febre de se fazer o maior número de passos,
em detrimento do prazer de dançar. É bem verdade que no
samba, na minha opinião, é mais gostoso fazer passos (exceto
quando se está no puladinho, que é ótimo) , enquanto no bolero
é mais gostoso dançar a dois sem se preocupar em fazer muitos
passos, só os fazendo de vez em quando.
Para quem está começando aconselho a dançar os
sambas médios, pois são os mais fáceis para dançar, depois os
sambas lentos, que permitem um completo domínio do corpo, e
por último os rápidos, pois além de agilidade e preparo físico,
necessitam que a técnica da dança esteja apurada, senão você só

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

vai conseguir dar alguns passos.

Existem “variações” de samba, e como
dança-las ?

Dança-se a dois quase todos os sambas, alguns
exemplos:
Samba-enredo: não aconselho a tentar a dois, é mais
indicado para o samba-no-pé, ou simplesmente para pular,
como no carnaval. É composto especialmente para o carnaval,
para os desfiles das escolas de samba. É cantado e dançado
também nas quadras das escolas de samba.
Choro ou chorinho: permite os dançarinos viajarem na
melodia, para quem está começando é mais difícil, pois
geralmente é rápido e o ouvido tem que estar treinado para
sentir a marcação.

Ver :

Samba e Choro de Paulo Eduardo Neves
http://samba-choro.com.br

História do Choro Em inglês.
http://www.brazzil.com/musfeb96.htm

Samba-canção: melódico, suave e muitas vezes
cantado, às vezes é dançado até como bolero, se for muito
lento, mas o correto é dançar como samba.

Ver:

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

História do Samba-Canção Em inglês.
http://www.alink.net/~xuxu/bssamb4.html

Samba: o samba propriamente dito, do Rio de Janeiro
são ótimos para dançar.
Pagode paulista: ou sambalanço, apesar de não ser dos
mais ricos musicalmente, é fácil de dançar pois é de modo geral
lento.
Samba de breque: caracteriza-se por paradas súbitas
(breques) na execução da música, onde se encaixam frases
faladas. Criado no início da década de 1930. dança-se da mesma
forma que o samba normal, exceto que se para junto com os
breques.

E fora do Brasil se dança samba ?

Na europa dança-se samba em competições, porém não
existe nenhuma similaridade com o samba de gafieira, visto que
esse samba europeu foi uma adaptação feita pelas federações
internacionais de dança a partir do que nós mesmos vendemos
para eles como samba. Ou seja, o samba estilizado com bananas
e abacaxis, as escolas de samba e a própria “Aquarela do
Brasil”, que acho que só dá para dançar em alguma adaptação
de orquestra de gafieira, mesmo assim com muita boa vontade.
O samba europeu sofreu mais influência do maxixe do que
propriamente do samba.

Qual o ritmo do samba ?

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

É um ritmo de dois tempos (compasso binário, podendo
ser quaternário também), sincopado, com duas batidas rápidas
no primeiro e uma no segundo tempo.

Ver :

Brazilian Ballroom Samba de Filipe de Moraes Paiva.
http://www.cbpf.br/~fmpaiva/danco/samba1996a.html

A dança de salão é machista ?

É, Porém um machismo saudável, onde a mulher é
tratada como uma verdadeira dama. É o cavalheiro quem
conduz, ou seja, dita o que vai ser feito na dança e a dama tem
que aceitar.

Qual a faixa etária dos praticantes ?

Varia de 13 à 22 anos e de 30 à 55 anos, de modo geral,
porém existem pessoas em outras faixas etárias, apenas a
quantidade é menor. Na faixa de 13 à 22 anos, normalmente a
pessoa pratica porque alguém mais velho na família também
pratica. Existem bailes específicos para terceira idade.

É mais fácil para o homem ou para
mulher aprender dança de salão ?

Com certeza é mais fácil para mulher, pois o homem tem
que aprender a sentir o ritmo para si próprio e as vezes para

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

colocar a dama no ritmo, tem que aprender os passos e saber
conduzir a dama para fazê-los, têm que aprender a dançar no
salão sem bater em ninguém. A dama tem que aprender apenas
a ser conduzida, mesmo que não tenha ritmo, o cavalheiro pode
coloca-la no ritmo e com isso a dama acaba aprendendo, a
mesma coisa ocorre em relação aos passos e salão, o cavalheiro
tem que aprender sozinho. O grande exemplo é que a mulher
que não sabe dançar pode dançar com um cavalheiro que sabe,
enquanto que o inverso é quase impossível, a não ser que a
dama conduza o cavalheiro que não sabe dançar.

Todos no Rio de Janeiro dançam o
mesmo samba ?

Não. Existem no Rio de Janeiro diferenças no samba
dançado nas diversas academias. De modo geral é o mesmo
samba, mas pode-se dividi-lo em três estilos :

Samba rasgado (rápido);
Samba lento sem ginga com técnica apurada;
Samba com ginga sem técnica apurada.

Cada estilo tem seu propósito, por exemplo: samba
rápido é melhor dançado pelas academias de samba rápido. As
academias de samba lento sem ginga porém com técnica
apurada, é onde qualquer um consegue aprender a dançar, é
também uma forma de apresentar o samba para o europeu de
forma que ele possa aprender. As de samba gingado, você tem
que ter o samba no sangue, para que consiga aprender e fique
bonito, o que não é para qualquer um.

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Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

Em São Paulo se dança samba de
gafieira ?

Sim, várias academias do Rio levaram o samba de
gafieira para Sampa na década de 1990. Em Sampa
anteriormente se dançava um samba de gafieira primitivo,
oriundo do samba de gafieira carioca da década de 1940, que
porém não evoluiu. Em São Paulo se dança samba também com
uma dança original de lá, de forma completamente diferente do
Rio, o chamado pagode paulista, que é bonito de se ver, porém
tem menos passos que o do Rio.

Boas maneiras nos salões

1. Mantenha-se sempre no sentido do baile, que é anti-horário.
2. Não faça passos que o faça ir no sentido contrário do baile, a
não ser que você esteja olhando e muito atento. O espaço
que você ocupou atrás não pertence a você mais, e sim aos
casais que estão atrás para que possam avançar.
3. Ao entrar na pista, de preferência para quem já está lá, não
entre atropelando.
4. Não pare no salão, ou o atravesse.
5. Se não estiver gostando de quem estiver dançando com
você, não largue no meio da música, espere pelo menos o
término da música, de preferência a segunda música.
6. Não faça passos acrobáticos com o salão cheio, você pode
acertar alguém.
7. Seja educado em qualquer situação, evite constrangimentos.

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Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

Galeria da Fama

Por trabalhos realizados como dançarinos, coreógrafos ou
professores.

Maria Antonietta: A 1a dama da dança de salão
www.dancadesalao.com/antonietta

Jaime Arôxa: O professor.
www.jaimearoxa.com.br

Carlinhos de Jesus: O malandro do samba carioca.
www.carlinhosdejesus.com.br

João Carlos Ramos: O coreógrafo

Jimmy: O dançarino

Osvaldo: O cavalheiro
www.dancadesalao.com/jornal/dancenews/970701.htm

Kiko: O mais visto nos bailes
www.dancadesalao.com/prof/kiko

http://www.dancadesalao.com/agenda/sambafaqindex.htm

Samba de Gafieira FAQ – Marco Antonio Perna

Bibliografia

Jornal Dança, Arte e Ação – RJ;
Jornal Dance in News – RJ;
Jornal Dance – SP;
Dicionário Aurélio;
Dicionário e enciclopédia Koogan-Larousse;
Informativo Centro de Dança Jaime Arôxa (CDJA);
e todos os sites com links que disponibilizei.

Bibliografia complementar em:

Samba de Gafieira – a história da dança de salão brasileira.
Edição do autor, 2001. Livro sobre a história da dança de
salão brasileira desde o século XIX até os dias de hoje.
Possui versão em inglês. English version.
ISBN 85-901965-5-0

Copyright © 1997
Marco Antonio Perna

A primeira dança de salão oficial – a Valsa – e a primeira que qualquer aspirante a bailarino aprende, foi apresentada ao mundo em Viena, Áustria, no ano 1776. Curiosamente, uma das danças mais elegantes de todos os tempos teve a sua origem nos dançares tradicionais dos camponeses austríacos!

O primeiro passo

Com algumas adaptações, o folclore camponês tão popular na Áustria e no sul da Alemanha, entra pelos salões de dança como um furação e é imediatamente aceite pela alta sociedade vienense. A Valsa e o seu sucesso seguiram para França (só em Paris chegaram a existir 700 salões de dança!) e depois para Espanha e Portugal. Os portugueses, por sua vez, levaram a Valsa na bagagem da sua corte, quando embarcaram no Brasil em 1808. E assim correu mundo, sendo apresentada aos americanos, em Boston, no ano 1834… onde não foi tão bem recebida.

Ao contrário das danças existentes até então – onde o par dançava separado ou com os braços esticados e as mãos pousadas nos ombros um dos outros – a Valsa implicava um contacto físico muito próximo e, por incrível que pareça, foi desde logo baptizada de “dança proibida” e apontada como uma dança vulgar, ou seja, um autêntico pecado! Este sentimento era ainda partilhado pelo povo inglês, na Europa, onde a aceitação da Valsa foi igualmente lenta.

Por outro lado, a intimidade da Valsa era algo que agradava a muitas pessoas, principalmente aos jovens e, como o “fruto proibido é sempre o mais apetecido”, não houve resistência suficientemente forte para extinguir a dança. Aliás, a sua popularidade e aceitação continuou a crescer ao longo de todo o século XIX por dois motivos: os seus passos básicos eram fáceis de aprender e, segundo escreveu José Ramos Tinhorão, um estudioso da valsa, os salões de dança eram dos “únicos espaços públicos de aproximação, que a época oferecia a namorados e amantes”.

Em meados do século XIX, a Valsa estava simplesmente na moda e praticava-se em todo o mundo, sem excepção! A título de curiosidade, a Valsa acabou por ser destronada e o rótulo de “dança proibida” foi atribuído ao sensual Tango.

Estilos q.b.

Apesar da popularidade inicial da Valsa ter sido confrontada com alguma resistência, a mais conhecida dança de salão de sempre sobreviveu a todas as críticas, mostrando o seu valor nas melhores pistas do mundo. Com o passar dos anos, serviu de base para a criação de outras danças, igualmente populares, e tem ainda diversas variações.

  • Valsa Vienesa – a pioneira, dança-se a um ritmo bastante rápido.
  • Valsa Moderna ou Inglesa – uma derivação da Valsa Vienesa, dança-se a um ritmo mais lento.
  • Valsa Internacional Standard – o par mantém sempre a “posição fechada”, normalmente é apenas dançada em competições internacionais.
  • Valsa Estilo Americano – incorpora vários movimentos onde o par deixa praticamente de ter contacto um com o outro.
  • Valsa Peruana – muito semelhante à Valsa Moderna, difere na música, que é fortemente influenciada por sons latinos e espanhóis.
  • Valsa Venezuelana – os venezuelanos incluíram novos passos e a sua própria música à Valsa clássica.
  • Valsa “Cross Step” – tal como o próprio nome indica, esta Valsa inclui um passo especial, que é cruzado.

A valsa também é uma música!

Sem a música, a dança não é nada e talvez uma boa parte do sucesso da Valsa é que ela também tem a sua própria música! Johann Strauss e Franz Lanner (ambos austríacos) foram, sem dúvida, os compositores que mais se dedicaram ao estilo, por volta de 1830, tendo sido também os responsáveis pela melodia mais rápida que acompanhava a Valsa Vienesa. Porém, não são de descurar nomes como Beethoven, Chopin, Brahms e Ravel que, no seu tempo e dentro da sua genialidade, reinterpretaram a clássica valsa. Enquanto música, a valsa seduz pela sua melodia graciosa e sinfónica, e para a qual contribuem instrumentos como o piano, o violino e o baixo.

Para a pista…

A palavra “valsa” deriva do alemão “Walzen”, que significa “girar” ou “deslizar”… nada mais apropriado, tendo em conta que esta é uma dança que incorpora um padrão básico de movimentos – passo-passo-espera – e o resultado é um par de bailarinos elegantes, a deslizar energicamente pelo salão. São as ondulações graciosas, as mudanças rápidas na velocidade do corpo e as elevações nas pontas de ambos os pés, que fazem da Valsa única. Parece difícil? Na realidade não é, porque a Valsa é uma coreografia relativamente simples, baseada num esquema em diagonal, com um ritmo básico, repetitivo e de fácil memorização, que se traduzem em movimentos leves e suaves, executados na pista sempre no sentido contrário dos ponteiros do relógio.

Dança de Salão ou 8 Maneiras de divertir sua Dama

Vista sua melhor roupa, calce seu melhor sapato, acerte no perfume, afine os ouvidos, estufe o peito e convide aquela bela dama para um passeio pela pista.

Leve-a para um desfile pelo salão. Você que conduz, você que define a coreografia, seus braços e tronco mostram o caminho, mas é ela que brilha.

A dança de salão é uma atividade de Homem e de Mulher ou melhor ainda, de um Cavalheiro e uma Dama, sem machismos, feminismos ou outros idiotismos. Simples (e delicioso) assim.

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Dança de Salão é somente para idosos? Reveja seus conceitos, meu caro

Vindo da nobreza européia que curtia principalmente a valsa, gerou, para nossa alegria, ritmos variados em diversos cantos do mundo como o Forró, Samba de Gafieira, Soltinho e Tango.
Dizem as lendas que a dança de salão é o caminho mais curto entre “desconhecida” e “abraçados com sua boca a 3 dedos da orelha da dama”.

Tudo com respeito é claro, o que menos se precisa num baile é de homens que não sabem tratar uma mulher como a dama que ela merece (o mesmo para as damas, mas isso tem se mostrado menos frequente).

Fazendo par com os 8 tempos que marcam a maioria dos ritmos da dança de salão, falarei sobre os principais 8 ritmos que possuem destaque no Brasil.

1. Bolero

Antes de tudo, divirta-se!

Começemos com o Bolero. Seus avôs dançavam, seus pais dançavam, por que você dançaria? Pegue um clima mais romântico, bem no estilo dos gênios do romantismo já mencionados aqui no PdH, um passo básico gostoso de dançar agarradinho e falar besteiras no ouvido da dama e um repertório que permite fazer pequenos shows em momentos menos apegados.

Libere o brega romântico apaixonado e curta esse ritmo que além de muito agradável, serve de porta de entrada para muitos dançarimos de salão.

Por onde começar a ouvir? “No” – Shakira

2. Tango

Vamos avançar para o Tango, que junto com o vinho foi provavelmente a melhor coisa que já veio da Argentina. Os hermanos do rio da Prata criaram esse estilo e são os melhores no gênero. Característico pelo porte, leveza dos passos, sutileza na condução e liberdade. Ao contrário da maioria dos outros estilos, não existe um “passo básico”, e é aí que reside sua maior beleza e sua maior fraqueza.

Nada de “sair com a direita”, “para frente com a esquerda”, muito antes pelo contrário, a liberdade é imensa. Essa liberdade é que assusta alguns iniciantes, mas não se acanhe e lembre-se que o estilo menos complicado de começar é aquele que você mais gosta.

Por onde começar a ouvir? “Santa Maria” – Gotan Project

3. Salsa

 Se entregue

Seguindo a jornada, passemos por um estilo mais caliente, expansivo, alegre e descontraído. Que venha a Salsa! No Brasil conhecemos basicamente 2 estilos, a salsa Los Ângeles, que é mais dançada nos salões e a salsa de roda de casino, ou salsa Cubana, que lembra muito a nossa quadrilha de festa Junina com seus passos combinados e berrados em bom tom pelo comandante da roda, para o azar de sua parceira.

Parceira essa que de quando em vez recebe carta de alforria e se separa do parceiro para que ambos possam executar passos independentes conhecidos como “shines”. Muitos giros e energia explosiva, essa dança vale mais do que dezenas de aulas de aeróbica e centenas de terapia. Se tornou um dos meus favoritos, tamanha é sua energia.

Por onde começar a ouvir? “Yamulemao” – Joe Arroyo

4. Samba

Pulando para o estilo seguinte temos o querido Samba. Ponha seu melhor sorriso na cara, ligue o seu senso de malandro que só a vida no morro te dá e entre na pista, mesmo que você tenha sido criado pela avó até os 46 anos e nunca tenha se afastado dos bons costumes. Se entregue ao ritmo muito conhecido por nós. Seja sozinho, exibindo o samba no pé ou conduzindo a sua dama com firmeza numa gafieira doida.

É relativamente fácil encontrar bons sambistas no pé, mas poucos são os que dominam a arte de dançar com a dama. Não sabem o que estão perdendo, entre “ganchos”, “tranças”, “rodos” e “chicotes” eu passo a noite sem preocupações.

Por onde começar a ouvir? “Samba do grande amor” – Chico Buarque

5. Valsa

Sigamos para Valsa que ao contrário dos demais estilos desse artigos, que são baseados em 4 tempos, a valsa e firmada nos 3 tempos. Esqueçam as festas de 15 anos e casamentos, a valsa vai bem além disso. Um dos mais populares estilos em danças de competição, onde os passos são milimetricamente estabelecidos, visando sempre a elegância e estilo.

No Brasil dançamos pela simples diversão e convenção social, mas na Europa é esporte e levado a sério. Como esporte, a valsa engatinha no Brasil (junto com outros estilos como quickstep, slow fox e outros), impulsionada por eventos como 1º Congresso Internacional de Dança Esportiva.

6. Soltinho

Seja acrobático ou mais contido, mas seja

Outro velho conhecido é o Soltinho. Embora a dança, de origem brasuca, seja pouco difundida, é muito divertida de dançar. Filho direto do Rock europeu, ganhou ares mais brasileiros sem perder as origens. É um estilo mais descontraido, uma brincadeira no salão.

Com muitos giros e jogos de perna, é conhecido por Soltinho por não usar a posição clássica de dança de salão, isto é, mais colado com a dama, e sim algo que lembra (de longe) a posição da salsa, pois o contato é basicamente entre as mãos. É também o estilo que tem-se mais chance de se dançar em uma boate, isso se você conseguir espaço na pista.

Por onde começar a ouvir? “She Bangs” – Ricky Martin

7. Zouk

Avançando por outros terrenos temos o Zouk. “Sexo em pé”, “sexo de roupa”, “dança do acasalamento”, são alguns apelidos para esse filho sensual da lambada. Exageros a parte, esse é o estilo que mais permite uma sensualidade explícita (lembrando que sensualidade e vulgaridade são diferentes e distantes).

A batida é simples e direta, acompanhada por vocais muitas vezes em francês. Os movimentos da dança muitas vezes simulam uma pequena guerra dos sexos, mas pelo sorriso de quem dança, essa batalha vai longe. É um estilo que permite movimentos bem independentes do tronco e do quadril e é nessa liberdade que reside sua sensualidade. É um dos estilos que comecei a aprender por último e estou curtindo muito.

Por onde começar a ouvir? “Hotel California”, versão Zouk. (Para uma adaptação mais gradual)

8. Forró

Forró, maior pagação de língua que já tive na dança. Sempre gostei de dançar, qualquer estilo, mas o forró foi o único para qual eu torcia o nariz. Considerava brega, meloso e anos depois me vi procurando lugar para dançar forró numa quarta feira. O ritmo é gostoso e simples, uma dança menos técnica, tudo isso por um motivo bem simples: uma música dançada com uma mocinha interessante faz a gente esquecer qualquer técnica.

Por onde começar a ouvir? “Menino Angola” – Menina do Céu (ou qualquer outra dessa banda!).

Conclusão

Já me perguntaram qual estilo que eu gosto mais, confesso que a escolha é difícil, estou ainda tão maravilhado com esse mundo novo da dança que não tive tempo de gostar mais de um do que de outro.

Do Soltinho gosto da curtição e da festa, do Tango aprecio o porte e a condução, do Zouk me agrada a sensualidade e o movimento, do Bolero curto o clima e os passos, do Forró me empolgam o ritmo e o aconchego, da Salsa me diverte a alegria e energia, do Samba o gingado e as brincadeiras e da Valsa o porte e estilo. Fica dificil escolher!

Mas tudo bem, você gostou da idéia e quer aprender a dançar. Mas onde? Lugares de qualidade para aprender e praticar felizmente tem em toneladas pelo Brasil. Aqui vai a lista dos que recomendo. Não tenho o contato completo de todos, mas na lista telefônica local dá para encontrar os dados remanescentes.

Salsa

Por: Fatima Calado

Existem diversos estilos de Salsa dependendo de onde você veio. No entanto, a maioria das etapas básicas são as mesmas. As diferenças vêm no estilo e no momento dos passos.

Tempo. O passo da Salsa ne maioria é rápido (R), rápido (R), lento (L). O rápido leva  um compasso da música e o lento leva dois. Isto significa que você tem que segurar uma batida da música sempre que tiver uma contagem lenta. O compasso para o passo básico está abaixo após a descrição de cada etapa.

Passos: passos básicos 

  • Parte do homem
      
  • Passo a frente com o pé esquerdo, deixando o pé direito no lugar (contagem 1 ou R).
  • Transfira o  peso para trás para o pé direito sem move-lo (contagem 2 ou R).
  • Aproxime o pé esquerdo do pé direito (contagem de 3,4 ou L).
  • Passo para trás com o pé direito, deixando o pé esquerdo no lugar (contagem 1 ou R).
  • Transfira o peso para trás para o pé esquerdo sem mover-lo (contagem 2 ou R).
  • Aproxime o pé esquerdo do pé direito (contagem de 3,4 ou L).
  • Parte da dama – A parte da dama é o oposto da parte natural do homem.
      
  • Passo para trás com o pé direito, deixando o pé esquerdo no lugar (contagem 1 ou R).
  • Transfira o peso para trás para o pé esquerdo sem mover-lo (contagem 2 ou R).
  • Aproxime o pé direito do pé esquerdo (contagem de 3,4 ou R).
  • Passo a frente com o pé esquerdo, deixando o pé direito no lugar (contagem 1 ou R).
  • Transferência de peso para trás para o pé direito sem mover-lo (contagem 2 ou R).
  • Aproxime o pé esquerdo do pé direito (3,4 contagem ou R).


Passos: parte lateral

  • Parte do homem
      
  • Passo de lado com o pé esquerdo, deixando o pé direito no lugar (contagem 1 ou Q).
  • Transfira o peso de volta para o pé direito sem move-lo (contagem 2 ou Q).
  • Aproxime o pé esquerdo do pé direito (contagem de 3,4 ou S).
  • Passo de lado com o pé direito, deixando o pé esquerdo no lugar (contagem 1 ou Q).
  • Transfira o peso de volta para o pé esquerdo sem mover-lo (contagem 2 ou Q).
  • Aproxime o pé direito do pé esquerdo (contagem de 3,4 ou S).
  • Parte da dama
     
  • Passo de lado com o pé direito, deixando o pé esquerdo no lugar (contagem 1 ou Q).
  • Transfira o peso para trás para o pé esquerdo sem mover-lo (contagem 2 ou Q).
  • Aproxime o pé direito do pé esquerdo (contagem de 3,4 ou Q).
  • Passo de lado com o pé esquerdo, deixando o pé direito no lugar (contagem 1 ou Q).
  • Transfira o peso para trás do pé direito sem mover-lo (contagem 2 ou Q).
  • Aproxime o pé esquerdo do pé direito (contagem 3,4 ou Q).

Na Salsa, todos os seus passos devem ser muito pequenos e nunca  superiores a largura dos ombros. Isso irá manter seus pés sob o corpo, melhorará o equilíbrio e vai ajudá-lo a se mover mais fácilmente. Além disso, tanto a etapa básica e as laterais podem ser giradas para a esquerda, ou sentido anti-horário. Isso é feito girando o tronco levemente para a esquerda enquanto estiver em cada passo, seu corpo vai naturalmente seguir a direção de seus pés. No entanto, certifique-se que os passos que você dá são em relação a seu corpo e não na direção do local que você está se movendo. Portanto, passos a sua frente estão sempre em frente de seu corpo e passos de lado são diretamente ao lado do seu corpo.

Parcerias

 
  • Posição de Dança. Salsa é muitas vezes dançada em uma posição aberta de dança que significa que o homem e a mulher vão dançar frente a frente, segurando as mãos um do outro. A dama deve curva os dedos para que constituam a forma de um “C” O homem vai segurar suas mãos na frente do seu corpo com as palmas das mãos virada para si e seus dedos curvados para o interior. A mulher vai colocar suas mãos em cima das mãos do homem, para que seus dedos descansem contra os dedos do homem.
  • Conduza&Siga. Enquanto líder, o homem só precisa indicar à mulher, onde quer que ela vá ou o que ele quer que ela faça. A mulher é responsável por movimentar-se para onde está sendo conduzida. O homem deve tentar fazer a mulher não avançar onde ele quer ir e a mulher não deve decidir o que vai fazer antes que seja conduzida. Isso é chamado de contradança e faz com que a condução fique muito difícil. Não deve haver aperto, ou pressão das mãos do seu parceiro, e não usem os polegares.

Dança de salão

Por: Manoel Rodgrigues

Dança de Salão consiste em diferentes parceiros de dança e é dividida em duas categorias.

A primeira é chamada de grupo padrão e inclui foxtrot (baile), valsa, tango, quicksteps e valsa de Viena. Esta categoria é em que a maioria das pessoas pensa quando eles ouvem falar de “dança de salão”.

A segunda categoria é chamada de grupo latino e inclui rumba, cha cha, mambo, samba e vários tipos de gingados.

Cada uma dessas danças tem diferentes padrões com muitas variações em cada um. Para dançar estes padrões confortavelmente, vários elementos de Dança de Salão precisam ser aprendidos. Estes elementos incluem técnica correta para desenvolver o estilo da dança, tempo correto, trabalho de pés limpo e correta liderança ou seguimento durante a dança criada por uma boa posição de dança.

Técnica e Estilo

Para desenvolver a técnica correta e ter um trabalho de pés limpo na dança de salão, é importante entender a diferença entre o pé de movimento e o pé parado. O de movimento é o pé que você está transferindo seu peso adiante, não importando quão grande ou pequeno é o passo; e o pé parado é o pé que está agüentando seu peso enquanto você está em vias de dar um passo. Quando der qualquer passo na dança de salão, você tem de usar o pé de apoio para dar o impulso ao pé em movimento. Isto deve acontecer em todos os padrões que você dançar.

Trabalho de pé

O trabalho de pés em muitos padrões é o mesmo para diversas danças, entretanto, o tempo e o estilo mudam para dar o modelo característico da dança. Um desses passos é o passo  caixa (Box step). Ele é um passo básico de dança que pode ser dançado no Foxtrot, Valsa, Rumba e Samba. Eu lhe darei uma descrição do Passo Caixa no Foxtrot e na Valsa já que estas são duas das mais populares danças de salão.

Passo da Caixa – Foxtrot – Parte do Homem

  1. Um passo a frente com o pé esquerdo (conte 1)
  2. Arraste o pé direito até o esquerdo (conte 2)
  3. Passo ao lado com o pé direito (conte 3)
  4. Una pé esquerdo ao direito (conte 4)
  5. Passo pra trás com o pé direito (conte 1)
  6. Arraste o pé esquerdo até o pé direito (conte 2)
  7. Passo ao lado com o pé esquerdo (conte 3)
  8. Una o pé direito ao esquerdo (conte 4)

Parte da Dama

  1. Passo pra trás com o pé direito (conte 1)
  2. Arraste o pé esquerdo até o direito (conte 2)
  3. Passa ao lado com o pé esquerdo (conte 3)
  4. Una o pé direito ao esquerdo (conte 4)
  5. Passo a frente com o pé esquerdo (conte 1)
  6. Arraste o pé direito até o esquerdo (conte 2)
  7. Passo ao lado com o pé direito (conte 3)
  8. Una o pé esquerdo ao direito (conte 4)

Passo Caixa – Valsa – Parte do Homem

  1. Passo a frente com o pé esquerdo (conte 1)
  2. Passo ao lado com o pé direito (conte 2)
  3. Una o pé esquerdo ao direito (conte 3)
  4. Passo pra trás com o pé direito (conte 1)
  5. Passo ao lado com o pé esquerdo (conte 2)
  6. Uma o pé direito ao pé esquerdo (conte 3)

Parte da Dama

  1. Passo pra trás com o pé direito (conte 1)
  2. Passo ao lado com o pé esquerdo (conte 2)
  3. Uma o pé direito ao pé esquerdo (conte 3)
  4. Passo a frente com o pé esquerdo (conte 1)
  5. Passo ao lado com o pé direito (conte 2)
  6. Uma o pé esquerdo ao pé direito (conte 3)

A principal diferença entre o passo caixa no Foxtrot e na Valsa é o tempo, que muda um pouco o estilo do passo. O foxtrot é um passo de quatro etapas e como resultado, há uma ação de arrastar que ocorre quando um pé passa para outro. Para cada passo no Foxtrot, o pé em movimento deve sempre roçar o pé de apoio antes de ele se mover para sua próxima posição, não importando se ele está se movendo pra frente, pra trás ou pros lados. O arrastar tomará uma contagem adicional no tempo do padrão. Isto ajuda a manter seus pés embaixo de seu corpo e, como resultado, o trabalho de pés será claro e seu equilíbrio será melhor. A Valsa é um passo de três contagens e, por causa disso, o pé em movimento se moverá diretamente para sua nova posição sem roçar no pé de apoio. Entretanto, o trabalho de pés ainda deve ser claro e o pé deve ficar em baixo do corpo para ajudar no equilíbrio.

Posição de Dança

Danças de salão são normalmente dançadas numa posição bem próxima. A posição de dança correta é muito importante para ajudar ambos os parceiros a dançar mais confortavelmente juntos. Uma boa posição ajuda o homem a guiar sua parceira e ajuda a moça a se sentir guiada. Isso ajudará o casal a dançar junto e a dança começará a fluir. Para conseguir uma boa posição, o homem deve colocar sua mão direita na parte inferior da escápula esquerda da mulher. O homem deve colocar alguma pressão com sua mão direita na escápula e a mulher deve deixar a mão dele repousar sobre a sua escápula. Isso criará uma boa conexão.

 

A mulher deve pousar o braço esquerdo dela sobre o braço direito do homem com sua mão esquerda sobre a parte de cima do braço direito do homem. O braço esquerdo da mulher e o braço direito do homem devem permanecer conectados e em contato através da dança. Algumas vezes o homem desce seu cotovelo ou a mulher sobe o dela e isso quebrará a conexão e fará mais difícil o ato de guiar e seguir. A palma da mão esquerda do homem e a palma da mão direita da mulher se conectarão com suave pressão e serão seguradas aproximadamente no nível dos olhos. A mulher fica de pé um pouco a direita do homem e deve permanecer lá durante a dança. O homem pode ajudar isso tendo certeza que sua mão direita, mesmo que ela esteja nas costas da mulher, fique bem em frente do lado direito do peito dele.

Bolero

O que o aluno poderá aprender com esta aula

O aluno poderá perceber e experimentar:

  • O deslocamento de peso ritmado dentro da dança;
  • A postura e o posicionamento para dançar a dois (Bolero);
  • A importância do comando na dança de salão;
  • Alguns passos básicos do Bolero.
Duração das atividades
100 minutos. 02 Aulas.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Ë interessante que anteriormente experimente atividades que contenham elementos que envolvam o movimento ritmado, a cadência dentro das músicas e a vivência (individual) na dança dentro de ritmos diversos.

Estratégias e recursos da aula

1º Momento – Iniciar a aula com uma breve explanação acerca da dança de salão e o ritmo bolero:

A dança de salão pode ser considerada uma alternativa divertida de lazer e de atividade física para aqueles que querem trabalhar o corpo de maneira prazerosa. Ela proporciona maior flexibilidade, equilíbrio, leveza de movimentos, descontração e liberação das tensões, além de harmonizar os músculos, as articulações, e trabalhar o sistema cardio-respiratório e cardiovascular. Sociabiliza, desinibe e aproxima as pessoas.

A dança de salão é composta por vários ritmos. Os principais são: samba, rock (foxtrote/soltinho), salsa, tango, valsa, forró, bolero, mambo, chá-chá-chá, merengue. Muitos destes ritmos são originários da região do Caribe, mais precisamente de Cuba, como o bolero, o mambo e o chá-chá-chá. Foram popularizados nos anos 50, começando pelos EUA, e daí espalhando-se por todo o mundo.

Dança de Salão se dança aos pares, com passos normalmente espelhados e exige sincronia, sintonia, postura e ritmo. Três pontos são muito importantes para se dançar a dois em qualquer estilo: O ritmo, a transferência de peso e o comando. As atividades a seguir vão trabalhar um pouco esses pontos.

Existem hoje, em vários países, competições de dança de salão, na qual podemos destacar a Austrália, onde é amplamente praticada. Nas Olimpíadas de Sidney, os australianos queriam introduzir como modalidade olímpica, entretanto, foi aprovada somente como exibição.

Atividade 01: Trabalhando a transferência de peso e o ritmo

  • Na dança de salão a transferência de peso é muito importante, pois está diretamente ligada à técnica e ao comando do dançar a dois, além de ajudar na percepção do ritmo.

Entende-se por “transferência de peso” o ato de jogar o peso do corpo de uma perna para outra visando o movimentar o próprio corpo, provocar o deslocamento do p arceiro ou marcar temp os no m esmo lugar.

  • Ant es de qualquer vivência no dançar a dois é fundamental experimentar movimentos simples como uma caminhada sozinho dentro da cadência de uma música bem marcada (de preferência binária), diferenciando os tempos fortes e fracos através dos movimentos de esquerda e direita do caminhar.

Sugiro para um maior aprofundamento no tema e na atividade em questão que o professor veja às aulas de autoria de Wilson Vassallo Fagundes: “Explorando a cadência” e “Aliando som e movimento” em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9629 e http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9630).

Atividade 02: Trabalhando o comando

  • Na dança de salão nada é combinado, para cada passo existe um comando a ser dado ao par. Esse comando pode ser feito com as pernas, o corpo ou as mãos, sendo a maior parte deles é feita com as mãos. Foi convencionado que a tarefa de comandar é do cavalheiro (ou quem fizer papel de) e cabe a dama (quem fizer papel de) “ser conduzível”, ou seja, entender o comando e se deixar levar.
  • Para identificar como funciona o comandar e ser comandado sugiro repetir a atividade anterior com a seguinte variação: Dois a dois (um vendado e o outro não) quem está com a venda tenta caminhar no ritmo da música sendo direcionado pelo seu par (sem a venda). Esse direcionamento deverá ser feito já introduzindo o posicionamento do comando na dança de salão, ou seja, a pessoa que não está sem a venda só pode usar a mão direita nas costas do par vendado ou a mão esquerda segurando a mão direita do mesmo. O comando pode ser empurrando, puxando, girando ou travando o movimento do par. Após um tempo os papéis podem se inverter.

Sugiro para um maior aprofundamento no tema e na atividade em questão que o professor veja a aula de autoria de Wilson Vassallo Fagundes: “Seguindo seus passos” em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9632

2º Momento – Ritmo – Bolero

Esta dança, de origem latina, é romântica e sensual. No Brasil, foi influenciado pelo estilo de Fred Astaire e também pelo tango argentino. Normalmente iniciamos com esse estilo por se tratar um ritmo bem marcado com passos de fácil compreensão que auxiliam no aprendizado do comando, postura e sincronia dos passos. Podemos utilizar para dançar seus passos não só os boleros antigos, como também músicas mais lentas do tipo sertanejas e artistas internacionais como Elton Jhon, Mariah Carey e Toni Braxton. 

( No site que é recomendado em recursos complementares você encontra músicas para download e mais informações sobre o Bolero).

Atividade 03: Passo básico Frontal – Bolero

  • Os primeiro passos a se ensinar nos ritmos são os básicos, é onde normalmente tudo começa. Um dos primeiros passos do bolero é o básico frontal que consiste em:

Técnica – Pés unidos, o movimento das pernas se inicia semelhante ao movimento de “um pêndulo de relógio”, ou seja, perna esquerda vai à frente e sem tirar à direita do chão (que funciona como a base do movimento) a mesma esquerda volta passando a direita. Em seguida é a vez da perna direita iniciar um trabalho semelhante, ela vai atrás, passando a esquerda (que agora é a base) retornando em seguida ficando na posição que se encontrava ao iniciar o movimento (à frente da esquerda). Assim os movimentos se repetem sempre com as pernas separadas passando uma pela outra. Esquerda sempre vai terminar a frente para voltar, e direita sempre vai terminar atrás para voltar. Ao trocar de funções (esquerda/direita) faz uma breve pausa (com as pernas separadas) de acordo com o ritmo da música.

  • O movimento deve ser experimentado isoladamente (sem e com a presença da música), antes de se tentar a dois.

Atividade 04: Básico dançado a dois

  • Para que o movimento seja vivenciado aos pares, alguns pontos devem ser levados em consideração:
    1. O posicionamento inicial de “damas” e “cavalheiros” é o seguinte: Cavalheiros – mão direita no centro das costas da dama (espalmada) e mão esquerda segurando a mão direita da dama na altura do seu ombro entre o casal. Damas – Mão esquerda apoiada no ombro do cavalheiro e mão direita na mão esquerda do mesmo. Ambos com os pés unidos. Postura ereta um olhando para o outro.
    2. Como o movimento a dois é espelhado, foi convencionado que a forma de se iniciar o passo para “damas” e “cavalheiros” fossem opostas. Damas iniciam com a direita para trás e cavalheiros iniciam com a esquerda para frente. O comando está diretamente ligado a esse início, ou seja, cavalheiro empurra a dama com o braço e perna esquerda para trás, indo ao seu encontro. Em seguida a puxa nas costas, na sua direção, com o braço direito.
    3. Para que “damas” e “cavalheiros” se sintam mais a vontade em movimentar os pés na direção de seu par (sem correr o risco de pisar no pé do par). Usa-se o seguinte artifício: O movimento da ponta dos pés é arrastado com o calcanhar levemente suspenso para dar leveza ao movimento.

A partir da reflexão sobre os pontos acima, deixar que os pares vivenciem o movimento a dois (a princípio de mãos dadas, um de frente para o outro, e depois já na posição descrita no ite m um) dentro de músicas relacionadas ao estilo, em diversas cadências.

OBS: O vídeo que mostra o movimento ensinado pode ser encontrado no endereço: 

http://www.youtube.com/watch?v=A8yM1KmOHFM

Recursos Complementares

Dança, simplicidade de movimentos

 

Geralmente achamos que nosso corpo é responsável por não conseguirmos concretizar certos objetivos, no entanto, existem diversos fatores que inibem nossas atitudes. Nosso cérebro é o principal responsável pela correta conclusão de nossos anseios. Nosso corpo apenas responde à estímulos enviados por nossa mente, quando por exemplo queremos contar até cinco utilizando os dedos da mão, apenas elevamos estes um a um até completarmos cinco. Quando desejamos pegar algum objeto que está a uma certa distância, apenas vamos ao seu encontro e concluímos nosso objetivo. Estas duas situações acima são simples de serem executadas, pois já fazem parte de nosso cotidiano, sendo concluídas quase que inconscientemente, no entanto é nosso cérebro quem envia as mensagens para que estas sejam efetuadas e nosso corpo apenas responde à estes estímulos.

O que ocorre quando nos deparamos como uma nova situação, que até então não havíamos presenciado é que nosso cérebro não tem domínio sobre todos os movimentos que esta ação exige, temos então que tentar executá-la diversas vezes para que a entendamos e nos condicionemos a realizá-la com clareza e exatidão.

A dança por se tratar de uma forma de expressão corporal e muitas vezes por não fazer parte de nosso cotidiano deve ser encarada como uma nova situação e como tal deve ser analisada e executada com harmonia entre cérebro e corpo. Como qualquer nova informação que exija o sincronismo destes dois agentes para ser concluída, só será efetuada com exatidão quando o corpo estiver recebendo corretamente os dados que lhe estiverem sendo enviados.

Devemos nos conscientizar que a expressão corporal é de fundamental importância para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoemos nossa coordenação motora, trazendo ao nosso cotidiano uma grande paz de espírito e quando efetuada em grupo proporciona a convivência social saudável, além de estarmos fazendo exercícios físicos que com certeza beneficiarão nosso organismo. A dança como qualquer outra situação inusitada, às vezes nos causa exaustão, no entanto devemos sobrepor a este fator os benefícios que ela pode nos trazer.

“Transcendemos facilmente o limite de nossa compreensão”. Sendo assim podemos dizer que as Danças de Salão, através dos movimentos que as constituem, nos causam uma sensação de alívio, de bem estar, de alegria, no entanto é complexo conseguirmos através de palavras explicar como a expressão corporal, através da dança, pode nos trazer tantos benefícios. Cada passo efetuado transporta em seus movimentos, por mais imperceptível que seja, todas as nossas sensações; nosso estado de espírito pode determinar com maior ou menor intensidade a facilidade com que transpomos certos obstáculos.

Lembramos ao dançarino que existem alguns requisitos básicos para que ele possa aprender os ritmos com mais facilidade:

– Tenha confiança no seu potencial, a aprendizagem dos ritmos das Danças de Salão depende, em grande parte, da força de vontade do aluno;

– Ao iniciar a aprendizagem de um ritmo, seja ela sozinha ou monitorada, relaxe, solte seus músculos, deixe a tensão de lado, sinta o ritmo que está sendo executado;

– E por último, o aluno deve ter paciência, pois cada um tem o seu tempo de aprendizagem. Alguns têm mais facilidade de se relaxarem enquanto outros demoram mais a se soltar; lembrando que a perfeição dos movimentos nas Danças de Salão só se dá com muita disciplina e treino.

 

 

Breve histórico da dança

Desde a antigüidade, a humanidade já tinha na expressão corporal, através da dança, uma forma de se comunicar. Encontramos influências culturais dos países onde são dançados e de onde são originários os ritmos. Cada cultura transporta seu conteúdo às mais diferentes áreas, dentre estas, as danças absorvem grande parte desta transferência, pois sempre foi de grande importância nas sociedades através dos tempos, seja como uma forma de expressão artística, como objeto de culto aos deuses ou como simples entretenimento. No entanto em tempos mais remotos o sentido da dança tinha um caráter místico, pois era muito difundida em ritos religiosos e raramente era dançada em festas comemorativas.

O Renascimento cultural dos séculos XV/XVI trouxe diversas mudanças no campo das artes, cultura, política, dentre outras. Dentro deste contexto, a dança também sofreu profundas alterações que já vinham se arrastando através dos anos. Nesta época a dança começou a ter um sentido social, isto é, agora era dançada em festas pela nobreza apenas como entretenimento e como recreação.

Desde então a dança social foi se transformando e aos poucos tornou-se acessível às camadas menos privilegiadas da sociedade que já desenvolviam outro tipo de dança: as danças populares; que, inevitavelmente, com estas alterações de comportamento foram se unindo às danças sociais, dando origem assim a uma nova vertente da música, dançada por casais, que mais tarde seria denominada Danças de Salão.

Os sapatos adequados para a dança

A escolha dos sapatos ideais para a dança é muito importante, pois nossos movimentos podem ser facilitados ou dificultados dependendo da escolha do calçado.

Imagine que você, cavalheiro, está dançando e começa a efetuar um movimento em que tenha que mudar de direção rapidamente girando o corpo. Se você estiver usando um calçado com solado de borracha e seu pé estiver em contato com o chão, provavelmente terá dificuldades para virá-lo, no entanto se estiver usando um sapato com solado de couro com certeza seu passo será melhor sucedido.

É preferível que o cavalheiro use sapatos com sola de couro com salto tacão ( 4 cm ) ou taco comum ( 2 cm ). A dama deve usar um sapato com um salto de no mínimo 3 cm; usando estes tipos de sapatos com certeza o casal terá maior facilidade para deslizar no salão.

 

 

Algumas dicas

– Adentrem a pista de dança sempre no sentido em que os outros dançarinos estão dançando ( geralmente isto acontece no sentido anti-horário );

– Respeitem quem já está na pista e ocupem um espaço disponível na mesma;

– Tentem, ao adentrar a pista de dança, se adaptarem ao ritmo da música e a partir daí começarem a dançar; a dama deve deixar que o cavalheiro inicie os movimentos e acompanhá-lo;

– Não repousem o corpo sobre o parceiro;

– Não mexam excessivamente os ombros ;

– Durante a dança, não executem movimentos em que as pernas se abram excessivamente;

– Não deixem os braços muito abaixados nem acima dos ombros;

– Alguns ritmos exigem uma ginga maior, no entanto os movimentos com um requebrado mais acentuado, na maioria das vezes, devem ser executados pela dama;

– Não dancem com as mãos, esquerda ( o cavalheiro ) e direita (a dama) abertas, nem com os dedos entrelaçados;

– Não olhem para os pés enquanto estiverem dançando.

Postura adequada do casal na dança

– O cavalheiro deve deixar a sua face direita voltada para a face direita da dama;

– Exceto em algumas variações em que o casal tem a sua lateral como referência os dois devem olhar para frente;

– O espaço individual de dança deve ser dividido pela mão esquerda do cavalheiro e a mão direita da dama, estas devem estar dispostas exatamente no centro do espaço que separa um corpo e outro, não devendo nem um nem outro invadir o espaço de dança do parceiro. As mãos devem estar na altura média dos ombros do casal e devem estar seguras de palmas.

– Os cotovelos devem estar dispostos formando um ângulo de 45 graus em relação ao corpo.

– A mão direita do cavalheiro deve estar com os dedos abertos e repousar na altura média das costas da dama, lembrando que esta deve ter resistência para melhor conduzir a dama e dependendo do ritmo aumentará ou diminuirá a distância entre o casal; a mão esquerda da dama deve repousar sobre o ombro do cavalheiro;

– Na maioria dos ritmos, o pé direito do cavalheiro deve estar entre os pés da dama.

 

 

Particularidades do estilo e ritmo

Todas as pessoas têm ritmo, mas muitas se esquecem de que quando crianças faziam tudo o que desejavam e não existia limites para suas atitudes. Dentro deste contexto podemos dizer que todos nós temos ritmo e que apenas devemos retirar de nossas mentes os limites para nossas ações, pois as vezes a superação de nossas dificuldades está em transpormos obstáculos impostos por nós mesmos. Somos diretamente responsáveis por muitas das coisas que deixamos de fazer, pois desistimos ao menor sinal de dificuldade. “Podemos ter total controle sobre nossos corpos, apenas temos que reaprender a usá-lo e torná-lo assim cúmplice de nossas vontades em busca de nossos anseios”.

Podemos dizer que cada dançarino tem seu estilo próprio. Na individualidade do estilo está contida a forma de se conduzir e de ser conduzida na pista de dança; cada pessoa tem em seus trejeitos e movimentos as principais características de seu estilo.

Quanto ao ritmo, podemos dizer que a princípio cada pessoa assimila com maior ou menor intensidade as vibrações que cada música transmite, no entanto o aluno deve se conscientizar de que este item é de fundamental importância para o correto aprendizado das Danças de Salão.

 

Técnicas de condução

Diante dos diversos itens que constituem as técnicas de dança, com certeza a condução ocupa um lugar de destaque, pois é imprescindível que o cavalheiro conduza a dama de forma consistente e elegante, deve efetuar movimentos de mãos, pernas e deslocamento claros, para que a dama, que deve estar suscetível as vontades do parceiro, perceba com clareza os passos que devem ser executados. A condução clara com certeza levará o casal a ter um melhor sincronismo em suas coreografias.

 

Passos comuns das danças; A dança de salão

As danças de salão dividem-se entre as que seguem um compasso de três tempos e as que seguem um compasso de quatro tempos. Conhecendo as bases comuns da maioria destes dois grupos, a aprendizagem das coreografias mais elaboradas de cada dança será mais fácil.

O passo de três tempos mais simples começa saindo com o pé esquerdo para a frente; depois dá-se um segundo passo, mais longo com o pé direito que ultrapassa o esquerdo e termina-se com um terceiro passo curto, no qual o pé esquerdo se une ao direito. Estes três movimentos devem completar um compasso, ou seja, se realizar em três
tempos, seguindo-se mentalmente o ritmo: um-dois-três; um-dois-três. Para praticar os movimentos para frente e para trás é conveniente realizar o exercício em duas pessoas, se dando as mãos.

Os passos não devem ser muito longos nem muito curtos, tendo sempre como referência as possibilidades da pessoa de menor estatura. Evidentemente a prática deve ser realizada sem se olhar os pés. Desde o primeiro momento devemos imaginar que nossos pés estão na cabeça. Esta é a melhor maneira de garantir que em pouco tempo o seu movimento seja espontâneo, além de contribuir para a estética e para manter o equilíbrio. Nos outros passos, de três tempos, como a valsa lenta, a seqüência é sempre com um-dois-três. Assim: adiantar com o pé direito, dar um passo de lado com o pé esquerdo e arrastar o pé direito até reuni-lo com o esquerdo, com o qual termina-se, desenhando um triangulo sobre a pista de dança.

É conveniente também repetir estes exercícios até que sejam feitos com naturalidade, pois nele se baseará todo o aprendizado em três tempos. Nos passos de quatro tempos, começamos com o pé direito dando um passo lento para a frente, outro na mesma velocidade com o esquerdo e, logo, outros dois mais rápidos, ou intercalando as velocidades: lento-rápido- lento-rápido- lento-rápido… Depois de aprender as variantes, devemos aprender a executa-los para frente e para trás e em parceria. Quando começar a praticar os passos, será normal uma pausa por algum lapso por isso tente começar sem música, que deve ser introduzida depois que os movimentos comecem a ser feitos com naturalidades.

Passos compartilhados: duas danças em uma

Em alguns casos, as semelhanças entre as danças vão além do seu agrupamento em três ou quatro tempos. A mazurca e a valsa vienense tem o mesmo passo base. O rock and roll pode-se dançar com os mesmos passos que o boogie- woogie. Em ambos os casos, a seqüência é um-dois-três; um-dois-três; um-dois. A salsa e o mambo utilizam osmesmos passos, a ponto de existir uma discussão habitual entre os amantes da dança sobre até que ponto elas são diferenciadas. Elas são facilmente intercambiáveis como acontece com o cha cha cha e a rumba, levando-se em consideração que o mambo é mais rápido que o cha cha cha. O slow fox não é mais que um fox trot lento e ambos compartilham os passos básicos do tango: praticamente podem ser dançados um com a música do outro.

Passo para frente e para trás

Na maioria dos passos, a mulher tem uma pequena desvantagem em relação ao homem: quando os passos são realizados para trás, ela é frequentemente amparada pelo homem e distribui o peso de forma diferente de quando avança. O homem, no entanto, limita-se a inverter os passos: o seu centro de gravidade continua sendo o mesmo.
Portanto, ao avançar, ele tem que se colocar um pouco por cima dela, dando uma ligeira sensação de proteção.

Passos em três e em quatro tempos Em três: valsa, mazurca.Em quatro: polca, tango, cha-cha-cha, rumba, samba, fox trot. O twist é binário, como os anteriores, entretanto em dois tempos.O rock and roll e o boogie-woogie são um pouco mais complexos pois seguem oito tempos.

O espelho

Na hora de coordenar as primeiras coreografias, um dos problemas mais freqüentes é que não sabemos que imagem oferecemos. Isto tem duas conseqüências: por um lado cometemos erros de posição que ficam sem corrigir e por outro lado, pode ser que sintamos uma sensação de estar fazendo ridículo e com isso não nos soltemos na hora de realizar osm movimentos. Para isto, é útil ter na sala que praticamos um espelho: vendo nossa imagem perceberemos rapidamente os erros e nos corrigiremos durante a dança. Coleção: AS MELHORES DICAS DE DANÇA DE SALÃO Edições del Prado,
1999

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