idosos ativos

Introdução: Um treinamento de exercícios físicos baseado no Método Pilates para idosos

ativos contribui para a manutenção ou a melhora no tempo de realização das Atividades de

Vida Diária. Objetivos: O objetivo do presente estudo foi de analisar a influência do Método

Pilates nas atividades de vida diária de mulheres com mais de 65 anos após um treinamento

de doze semanas. E, identificar as alterações ocorridas no tempo de realização das atividades

de vida diária antes e após o treinamento de doze semanas do Método Pilates. Como também,

avaliar o nível de atividade física regular semanal, antes e após o treinamento proposto.

Métodos: Este ensaio clínico não-randomizado teve a participação de 22 idosas, com idades

entre 65 e 74 anos. Através das informações obtidas no Banco de Dados da Universidade da

Terceira Idade, da Universidade de Caxias do Sul, alunas inscritas nas turmas dos Programas

de Atualização e Aquisição de Novos Conhecimentos (UNTI-UCS), foram convidadas a

participar deste estudo, portanto o processo de amostragem foi de conveniência. As

participantes preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e, responderam ao

Questionário Internacional de Atividade Física – IPAQ, versão 8, forma longa, semana usual,

e realizaram os testes da Bateria de Testes de Atividades da Vida Diária para Idosos

Fisicamente Independentes – BTAVD, a fim de verificar o tempo para a realização de

Atividades de Vida Diária. As participantes durante o período de doze semanas realizaram

exercícios específicos do Método Pilates, com freqüência de duas vezes por semana, sendo

que cada sessão tinha a duração de cinqüenta minutos. E, após este período, repetiu-se a

aplicação do questionário e da bateria de testes. Resultados: Através do uso do IPAQ, os

resultados demonstraram que, nos domínios de atividades físicas onde foram medidas as

médias de dispêndio calórico, denominados Trabalho, Transporte, e Lazer, não apresentaram

mudanças estatisticamente significativas. Somente no domínio de atividades físicas

Domésticas os resultados demonstraram uma diferença significativa antes e após um

treinamento com o Método Pilates, com um valor de p: 0, 037.

BTAVDIFI, os resultados foram significativos quando comparados ao período anterior de

treinamento em todos os testes aplicados respectivamente: teste “caminhar/correr 800 metros”

(622,86 – 563,70), p:< 0,001; teste “sentar e levantar da cadeira e locomover-se pela casa”

(27,79 – 19,24), p:<0,001; teste “subir degraus” (3,82 – 3,17), p: 0,007; teste “subir escadas”

(7,17 – 5,70), p: <0,001; teste “levantar-se do solo” (5,23 – 4,40), p: 0,001; teste “habilidades

manuais” (15,63 – 14,09), p: 0,004; e teste “calçar meias” (7,10 – 4,86), p: 0,004.

Conclusões: um treinamento de doze semanas baseado no Método Pilates influenciou

significativamente no tempo de realização das Atividades de Vida Diária para mulheres

idosas medido pela BTAVDIFI, mas não houve mudança no nível total de atividade física

medido pelo IPAQ versão 8, forma longa, semana usual, somente uma diferença significativa

no domínio das atividades físicas domésticas.

Palavras-chave: Idosas. Método Pilates. Atividades de Vida Diária.

ABSTRACT

Introduction: A physical exercise based on the Pilates method for active senior citizens,

which contributes to the continuation and improvement on the time taken to perform in daily

activities in life. Objectives: The objective of this study was to analyze the influence of the

Pilates method on the daily activities of women over 65 years of age after training them for 12

weeks. Also, the objective was to identify the change occurred on the time taken to perform

the daily activities in their lives by comparing the time before and after 12 week Pilates

training. Finally, the level of weekly physical activity was evaluated, comparing the level of

exercise performed before and after the proposed training. Methods: This clinic, non-

randomized study included 22 senior women, aging between 65 and 74. Trough prior

information acquired in the Terceira Idade University´s database, located in Caxias do Sul

University, admitted students in the Actualization and Acquisition of new knowledge class

(UNTI-UCS) were invited to participate in this study, which made the sampling process

convenient. The participants filled out a Clarified and Free Will Term and answered the

International Physical Activity Questionarie – IPAQ, version 8, long format, usual week.

They also performed on the Daily Life Activities Tests for Physically Independent Seniors –

BATAVD, with the purpose of verifying the time taken to perform on Daily Life Activities.

During the 12 week period the participants performed twice a week on specific exercises in

the Pilates Method, with every session lasting fifty minutes. And, after this period, they once

again filled out the questionnaire and performed on the group of tests. Results: Trough the

use of IPAQ, the results show that, in the domains of physical activities in where the average

calorie buned was measured, which were named Work, Transport and Leisure, did not show

statiscally significant significant changes. Only in the Housework activities domain did the

results show a significant difference before and after the Pilates Method training, with the

prior training in every test applies, respectively: test “walk/run 800 meters” (622,86 – 536,70),

p:< 0,001; test “sito n a chair, then stand up and walk around the house” (27,79 – 19,24),

p:<0,001; test “go up the steps” (3,82 – 3,17), p: 0,007; test “go up the stairs” (7,17 – 5,70),

test “getting up off the floor” (5,23 – 4,40), p: 0,001; test “manual abilities” (15,63 – 14,09),

p: 0,004; and test “put socks on” (7,10 – 4,86), p: 0,004. Conclusions: The 12 week training

base don the Pilates Method significantly influenced the performance time in Daily Life

Activities for female seniors, measured by the BTAVDIFI, but therewas no change in the total

level of physical activity measured by IPAQ version 8, long format, usual week. It just

presented a significant difference on the domestic physical activities domain.

Key-words: Seniors. Pilates Method. Daily Life Activities.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Brasil: distribuição da população por sexo e idade (1980 – 2000) ……………… 18

Figura 2 – Inventor do Método Pilates, Joseph Pilates …………………………………………….. 27

Figura 3 – Fluxograma de funcionamento da pesquisa …………………………………………….. 34

Figura 4 – Características do IPAQ, versão 8, forma longa, semana usual …………………. 35

Figura 5 – Quadro da Bateria de Testes …………………………………………………………………. 36

Figura 6 – Planejamento das aulas nas primeiras duas semanas ………………………………… 37

Figura 7- Planejamento das dez semanas seguintes de treinamento ………………………….. 38

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Domínios do IPAQ: Comparativo das médias e desvios-padrão ……………….. 41

Tabela 2 – IPAQ: Resultados dos Níveis de Atividade Física ………………………………….. 42

Tabela 3 – Bateria de Atividades da Vida Diária para Idosos Fisicamente Independentes ..
…………………………………………………………………………………………………………………………. 42

LISTA DE ABREVIATURAS

AIVDs- Atividades Instrumentais da Vida Diária

BAECKE – Questionnaire of Habitual Physical Activity

IGG – Instituto de Geriatria e Gerontologia

IPAQ – Questionário Internacional de Atividade Física

ISAK – International Society Advancement of Kinathropometry

PAAF – Programa Autonomia para Atividade Física

PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

SPSS – Statistical Package for Social Sciences

LISTA DE SÍMBOLOS

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ……………………………………………………………………………………………………. 15
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA ……………………………………………………………………………….. 15
1.2 HIPÓTESES ……………………………………………………………………………………………………….. 16
1.3 OBJETIVOS ……………………………………………………………………………………………………….. 16
1.4 JUSTIFICATIVA ………………………………………………………………………………………………… 16

2 REVISÃO DE LITERATURA ………………………………………………………………………………. 18
2.1 IDOSO: SUJEITO DO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO ……………………………….. 18
2.2 ATIVIDADE FÍSICA E O IDOSO ………………………………………………………………………… 21
2.3 MÉTODO PILATES ……………………………………………………………………………………………. 26

3 MÉTODO …………………………………………………………………………………………………………….. 32
3.1 DESCRIÇÃO ……………………………………………………………………………………………………… 32
3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ……………………………………………………………………………….. 32
3.2.1 Critérios de Inclusão ……………………………………………………………………………………….. 33
3.2.2 Critérios de Exclusão ………………………………………………………………………………………. 33
3.3 COLETA DE DADOS …………………………………………………………………………………………. 34
3.3.1 Fluxograma de funcionamento …………………………………………………………………………. 34
3.3.2 Instrumentos …………………………………………………………………………………………………… 35
3.3.3 Descrição das intervenções ………………………………………………………………………………. 37
3.3.4 Variáveis Dependentes …………………………………………………………………………………….. 38
3.3.5 Variáveis Independentes ………………………………………………………………………………….. 38
3.3.6 Fatores em Estudo …………………………………………………………………………………………… 39
3.4 ANÁLISE ESTATÍSTICA ……………………………………………………………………………………. 39
3.5 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS ……………………………………………………………………………….. 39

4 RESULTADOS …………………………………………………………………………………………………….. 41
4.1 RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADE FÍSICA 41
4.2 NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA POR INDIVÍDUO …………………………………………….. 42
4.3 RESULTADOS DA BATERIA DE TESTES DE AVDs ………………………………………….. 42

5 DISCUSSÃO ………………………………………………………………………………………………………… 43

6 CONCLUSÕES…………………………………………………………………………………………………….. 48

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ……………………………………………………………………… 50

APÊNDICES …………………………………………………………………………………………………………… 55
APÊNDICE 1 – OFÍCIO DE APROVAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA E PESQUISA …….. 56
APÊNDICE 2 – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ………………. 57
APÊNDICE 3 – FICHA DE DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PARA O CADASTRO DA
AMOSTRA………………………………………………………………………………………………………………. 58

ANEXOS ………………………………………………………………………………………………………………… 59
ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADE FÍSICA ………………. 60

ANEXO 2 – BATERIA DE TESTES DE ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA PARA
IDOSOS FISICAMENTE INDEPENDENTES …………………………………………………………….. 63

A atual busca por atividades físicas que promovam maior segurança para seus

praticantes é constante, observando-se que esta preocupação pode ocorrer com maior

freqüência no público adulto e idoso. Dentre as diferentes ofertas de atividade física para o

idoso que se encontram hoje nas academias, centros de convivência, clubes, escolas de dança,

centros comunitários e/ou associações desportivas, enfim, espaços onde existe a proposta de

atividade física, independente da modalidade executada, o Método Pilates vem ganhando

amplitude e maior divulgação nesses ambientes de lazer, esporte e educação.

Conforme Haas1:32 “[…]no Pilates bem orientado por um profissional habilitado, é

praticamente inexistente a possibilidade de lesões ou dores musculares, pois o impacto é

Camarão2, em entrevista para um site especializado em saúde, justificou que a

receptividade dos idosos frente ao Método Pilates se deve ao “respeito aos limites do corpo

evita lesões e desgaste físico: a respiração correta aumenta a capacidade pulmonar e melhora

a circulação; e o trabalho individualizado permite corrigir desvios posturais, trabalhando mais

determinados músculos que outros. Isso é bom para todos, desde o esportista que não quer se

machucar, até quem está se recuperando de um derrame”.

A proposta do Método Pilates pode ser de melhoria na qualidade de vida de seus

praticantes, através de uma condição otimizada de uma nova postura, desenvolvendo maior

mobilidade, equilíbrio e agilidade, embasando-se numa tonificação muscular e em um ganho

de flexibilidade e elasticidade, atingidas através de seus exercícios específicos. Contudo, a

comprovação dos efeitos reais para os praticantes deste método se faz relevante, se

considerarmos toda a importância da atividade física no cotidiano do idoso que necessita de

um planejamento específico para essas atividades e de profissionais qualificados.

“Qual é a influência do Método Pilates (MP) nas atividades de vida diária (AVD) de

mulheres com mais de 65 anos após um treinamento de doze semanas?”

a) Hipótese Nula: O treinamento do MP não altera o tempo de realização das AVD.

b) Hipótese alternativa: O treinamento com o MP otimiza o tempo de realização das

O objetivo geral foi analisar a influência do Método Pilates nas atividades de vida

diária de mulheres com mais de 65 anos após um treinamento de doze semanas.

Os objetivos específicos foram: identificar as alterações ocorridas no tempo de

realização das atividades de vida diária antes e após o treinamento de doze semanas do

Método Pilates e avaliar o nível de atividade física regular semanal, antes e após do

Os estudos científicos encontrados sobre o tema, até o momento de elaboração desta

pesquisa, ainda não contemplam o processo de envelhecimento, apesar da procura dessa

população pelo Método Pilates. O público idoso busca cada vez mais este tipo de atividade,

talvez por uma divulgação na mídia sobre este método como sendo algo novo, benéfico para a

saúde e qualidade de vida, e, de tendência ou modismo; ou ainda, pelos benefícios, que

também, são divulgados por fisioterapeutas, médicos, educadores físicos e outros

Este estudo foi idealizado e planejado por acreditar-se nos benefícios que a prática do

Método Pilates poderá proporcionar para a população idosa. A partir de relatos de alunos

deste método durante as aulas das quais a pesquisadora é instrutora, houve o interesse neste

tema, em específico nos possíveis benefícios para a realização das Atividades de Vida Diária.

Esta aplicabilidade do Método Pilates é pensada conforme a importância dada na

realização das atividades da vida diária, em especial na população idosa que busca

Ao utilizar o processo científico com seu rigor e clareza, ocorreu uma tentativa de

comprovação sistematizada e organizada sobre a crença destes benefícios relatados.

2.1 IDOSO: SUJEITO DO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

Partindo do pressuposto de que a população idosa está crescendo, Costa3 afirma que

no Brasil o número de idosos ( 60 anos de idade) passou de três milhões em 1960, para 7

milhões em 1975 e 14 milhões em 2002 (um aumento de 500% em quarenta anos) e estima-se

que alcançará 32 milhões em 2020. E, também sugere que temos de encontrar os meios para:

incorporar os idosos em nossa sociedade, mudar conceitos já enraizados e utilizar novas

tecnologias, com inovação e sabedoria, a fim de alcançar de forma justa e democrática a

eqüidade na distribuição dos serviços e facilidades para o grupo populacional que mais cresce

Figura 1 – Brasil: distribuição da população por sexo e idade (1980 – 2000)
Fonte:IBGE [capturado 2008 outubro 24] . Disponível em www.ibge.gov.br.

Barbanti4 conceitua o envelhecimento humano como uma designação geral para um

complexo de manifestações, que leva a um encurtamento da expectativa de vida com o

aumento da idade. Sendo uma alteração irreversível da substância viva em função do tempo,

dando manifestações de desgaste e um processo biológico, que leva à limitação das

possibilidades e adaptação do organismo e ao aumento da possibilidade de morrer, reduzindo,

assim a capacidade de desempenho físico e mental do indivíduo. E, finalmente seria a

conseqüência das alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o

progresso do tempo da idade adulta até o fim da vida.

Papalya e Olds5 citam que os especialistas em gerontologia e geriatria, às vezes,

referem-se a pessoas entre 65 e 74 anos como idosos jovens, àquelas com mais de 75 de

idosos velhos, e as com mais de 85 anos como idosos mais velhos. Contudo, esses rótulos

podem ser mais úteis quando utilizados para se referirem à idade funcional.

O conceito de velhice e as vantagens e desvantagens dessa etapa da vida foram

verificados em um estudo realizado por Silva6, no ano de 2003 com idosos participantes do

Programa Conviver executado pela Secretaria Municipal de Bem Estar Social da Prefeitura

Municipal de Cuiabá/MT. As desvantagens de ser velho apareceram em maior número de

depoimentos, havendo uma grande ênfase nos fatores econômicos e de saúde, que implicam

Xavier e Veronese7 acreditam que o envelhecimento traz uma perda de resiliência não

apenas fisiológica, mas também emocional e psicológica. Assim o idoso tende à depressão

diante da doença por um conjunto multifatorial de determinantes como: menor resiliência

emocional para suportar a enfermidade do que o jovem, sejam elas associadas à terceira idade,

crônicas ou neurológicas, perdas e um distanciamento de suas referências no mundo moral,

Um estudo na cidade de Passo Fundo/RS, desenvolvido por Guedes e Silveira8,

investigou residentes em instituições asilares. A amostra foi composta por 109 pessoas, com

idade entre e 50 e 103 anos, sendo 60,55% de mulheres e 39,44% de homens. Aplicou-se a

Escala de Bartheel para a avaliação funcional, em que se constatou que 59,63% dos asilados

mostraram-se independentes, enquanto 40,36% necessitavam de supervisão ou assistência

para a maioria das atividades de vida diária. No total foram avaliadas atividades relacionadas

com banho, vestuário, higiene pessoal, evacuação, micção, alimentação, uso do vaso sanitário,

passagem cadeira-cama, deambulação e escadas. Na análise individual de cada atividade, o

mais elevado índice situou-se na atividade de banho, totalizando 67,89%. Também o

vestuário, higiene pessoal e micção detêm altos índices de dependência funcional.

A partir da reflexão deste fenômeno, cabe aos diferentes profissionais da área da saúde

que estudam o envelhecimento humano, enquanto processo biológico, social, econômico,

cultural e psicológico estarem atentos para a necessidade de independência do idoso.

Principalmente, durante a realização de atividades corriqueiras, especificamente, as atividades

de vida diária. Estas atividades têm o seu valor essencial para a autonomia do idoso,

respeitando assim, primordialmente, a sua condição de vida e valorizando a dignidade

Papalya e Olds5 afirmam que embora a capacidade de desempenhar atividades

instrumentais da vida diária (AIVDs: administrar as finanças, fazer compras necessárias,

utilizar o telefone, obter transporte, preparar refeições, tomar medicação e cuidar da casa)

geralmente diminua com a idade, com a capacidade de resolver problemas interpessoais ou

emocionalmente carregados não ocorre o mesmo.

Num estudo de Ribeiro et al9, tendo como amostra um grupo de terceira idade que

participou de uma análise qualitativa na cidade de Viçosa, Minas Gerais, a possibilidade de

executar as atividades de vida diária sem necessitar da interferência ou influência de outras

pessoas está relacionada com a percepção de qualidade de vida, tendo em vista o sentimento

Portanto, devemos abandonar os estereótipos relacionados à incapacidade, ao lembrar

a figura do idoso com a idéia de fragilidade e de dependência. Na compilação e organização

de relatos de idosas integrantes do Grupo Ritmo e Movimento da Boa Idade, realizado na

cidade de Caxias do Sul, Baungarten10 introduz esta temática. Afirma que, é inegável a

importância da manutenção do movimento para a saúde, pois mesmo as atividades mais

simples da vida cotidiana, podem apresentar dificuldades e conflitos que necessitam tomadas

O surgimento de um “novo-idoso”, com auto-suficiência e capacitado a administrar as

suas tarefas diárias poderá ser uma conquista desta população e também dos profissionais

envolvidos nesse planejamento para estratégias de qualidade de vida na velhice.

Para Herédia e Casara11, num estudo demográfico com a finalidade de traçar o perfil

do idoso da região nordeste do Rio Grande do Sul, as autoras concluíram que, para o idoso a

saúde tem valor maior, e que com ela despende boa parte de sua renda, portanto, pensar a

saúde de forma preventiva torna-se uma necessidade. Hábitos saudáveis, ou seja, dietas

adequadas, exercícios físicos e mentais, sono; vida organizada; avaliação dos fatores de risco

para o desenvolvimento das doenças comuns da velhice; diagnósticos precoces; campanhas de

conscientização e esclarecimento sobre doenças; informações sobre serviços prestados e

outros, são medidas que levam a um envelhecimento saudável com qualidade de vida.

Num estudo de Cartaxo, Ferandes e Catão12 que teve por objetivo avaliar a capacidade

funcional de participantes de grupos da terceira idade; a partir do nível de

dependência/independência; estimular os idosos para a realização das atividades de vida diária

e sua importância para a saúde, teve como população este estudo um total de 172 indivíduos

sendo 43 homens e 129 mulheres, com mais de 50 anos, participante do Programa Conviver

da Secretaria Municipal de Ação Social do município de Campina Grande no período de 2005

a 2007. E obtiveram os seguintes resultados: 46,51% dos participantes relataram completa

independência, enquanto 48,84% referiram dependência parcial e apenas 4,65% dependência

total para mais de sete atividades. Estes autores concluíram que a alta prevalência de

autonomia entre idosos mostra que o declínio funcional não é intrínseco ao envelhecimento.

Prova disso é que proporção considerável de indivíduos idosos mantém alto grau de

independência a despeito da idade, o que a literatura designa “envelhecimento bem-sucedido”.

Mediondo e Bulla13 lembram que, envelhecer saudavelmente faz parte de um amplo

processo de aprendizagem, porque a velhice está condicionada por normas e costumes que

influenciam as diversas formas de agir dos sujeitos. Aprender a envelhecer é um processo que

não começa depois dos 60 anos. Ele começa ainda na infância, porque é nessa etapa da vida

que começam a interiorizar os sistemas normativos. Daí a ênfase dada aos trabalhos que

integram gerações porque são importantes fontes de aprendizado.

A OMS na II Conferência Internacional das Nações Unidas, realizada em abril de

2002 em Madrid, citada por Manidi e Michel14, sugere que para a promoção de um

envelhecimento ativo e saudável, a prática de atividade física serve como estratégia para uma

melhor qualidade de vida. O que fortalece a necessidade de manutenção quando possível, de

uma vida ativa ao longo do processo de envelhecimento humano.

Segundo o Estatuto do Idoso, baseado na Lei número 10.741/2003, no que se refere o

artigo 20 do capítulo V, “o idoso tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões,

espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade”15.

Para Géis16, o âmbito da atividade física para os idosos está centrado em quatro itens

que são definidos nos seguintes termos: prevenção, manutenção, reabilitação e recreação.

Qualquer pessoa, independente da idade, que realize atividade física o faz com um desses

objetivos, ou para melhorar e manter a saúde, ou para sentir-se bem, ocupar o seu tempo livre,

o qual redunda em um melhor bem-estar psíquico. Realizando atividade física, atinge-se uma

melhora física, psíquica e sócio-afetiva. Tudo isso faz com que a qualidade de vida melhore.

Jeckel17, na resenha da tese de Mazo, cita que, ao favorecer a prática da atividade

física ao idoso, pode igualmente ajudar a mudar o seu estilo de vida, muitas vezes inativo e

Num estudo realizado por Mata e cols.18, com o objetivo de investigar as

representações sociais da atividade física no processo de envelhecimento, contando com uma

amostra de 62 indivíduos utilizou-se da técnica de associação livre de palavras no

levantamento dos conteúdos e da estrutura da representação social. E, os resultados

permitiram distinguir dois campos de representação da atividade física: funcionalidade

biofisiológica representado pelos elementos “ginástica” e “hidroginástica” e como

significação psicossociológica, por “felicidade”, “bem-estar”, “saúde” e “dança”. E,

concluíram que o trabalho interdisciplinar do profissional de Educação Física na manutenção

da saúde através da orientação da atividade física, como um dos meios para que se atinja a

saúde mental e física afetada pelos sintomas da depressão e ansiedade.

Berlezi et al19 propõem que a aptidão física quando relacionada à saúde envolve

componentes associados ao estado físico, psicológico e social, seja nos aspectos de prevenção

e redução dos riscos de doenças, como também pela maior disposição para as atividades de

vida diária. Estes autores realizaram um estudo para avaliar as condições físicas de mulheres

com mais de 60 anos de idade, praticantes ou não de atividade física regular, na cidade de Ijuí,

tendo uma amostra de 20 mulheres idosas que foi dividida em dois grupos de dez

participantes. Os resultados do estudo mostraram que a atividade física regular favorece

positivamente o desempenho físico, mesmo em idades acima de 60 anos. E, concluíram que

há necessidade de programar, junto aos grupos de atividades físicas para a terceira idade,

atividades planejadas, estruturadas e repetitivas que respeitem as individualidades, freqüência

e intensidades adequadas, que são os princípios do treinamento físico.

As possibilidades positivas da atividade física na velhice, segundo Vargas Neto20, se

justificam pelo consenso que, grande parte dos mecanismos implicados no processo de

envelhecimento que são facilmente modificados pelo estilo de estilo de vida e pelos hábitos

higiênicos e dietéticos adotados ao longo da vida. De tal maneira que quando se cumprem as

recomendações destinadas a melhorar a saúde da população, pode-se atrasar e, inclusive,

evitar problemas típicos da terceira idade. Recomendações como se movimentar e permanecer

ativos, a mobilidade é a chave para manter-se jovem, são importantes, pois nada pior do que a

imobilidade para envelhecer rapidamente.

Os benefícios da atividade física para idosos são inúmeros, conforme Ramos21, esses

benefícios abrangem desde o campo físico até o social: aumento da capacidade aeróbia;

aumento na ventilação voluntária; melhora na flexibilidade; melhora na resistência muscular

localizada; aumento do conteúdo de minerais ósseos; diminuição da resistência vascular;

melhor tolerância à glicose; redução da concentração de lipídios; melhora do estado de ânimo,

aumento da vitalidade e melhora significativa da qualidade de vida.

Como afirma Shepard22, embora o hábito de atividade física regular possa estender o

ciclo vital de uma pessoa em 1 a 2 anos, um benefício muito mais importante do exercício é o

aumento de 6 a 10 anos na expectativa de vida ajustada à qualidade. As conseqüências

práticas imediatas do aumento da qualidade de vida incluem relatórios de maior bem-estar,

uma melhora da auto-estima e sensação de auto-eficácia, bem como uma redução do risco de

Manidi e Michel14 lembram que podem ocorrer possíveis efeitos negativos da

atividade física, sendo que, esses efeitos podem ser pequenos ferimentos, dores nas

articulações e até mesmo, problemas cardíacos graves, na maioria das vezes, causados por:

uma condição física insuficiente no início da prática da atividade física, uma má adaptação do

tipo de atividade física à pessoa, uma má dosagem do exercício, ou ainda a utilização de

material de má qualidade (calçados, por exemplo).

A elaboração de um programa de atividade física para a terceira idade deve levar

basicamente em consideração o preparo, salienta Ferreira23, para que o idoso possa cumprir

suas necessidades básicas diárias impostas pelo cotidiano.

Conforme as diretrizes do ACMS, elaboradas por Balady et al24, a prescrição de

exercício para idosos aponta que, os princípios gerais da prescrição se aplicam aos adultos de

todas as idades. As adaptações relativas ao exercício também são semelhantes às dos outros

grupos etários. A melhora percentual no VO2máx. de pessoas idosas é comparável àquela

relatada na população mais jovem. Lamentavelmente, a inatividade física é mais comum no

idoso que em qualquer outro grupo etário e pode contribuir para a perda de independência na

idade avançada. Os componentes particularmente importantes da prescrição do exercício

incluem aptidão cardiovascular, treinamento de resistência e flexibilidade.

O processo de envelhecimento traz alterações da força, como afirmam Wilmore e

Costill25, portanto a força máxima de uma pessoa, geralmente bem acima das demandas

diárias no início da vida, diminui de forma constante com o envelhecimento. Por exemplo, a

capacidade de mudar da posição sentada para a posição em pé é comprometida em torno dos

50 anos e, por volta dos 80 anos, essa tarefa torna-se impossível para algumas pessoas. Estes

autores acrescentam que, os adultos mais velhos são tipicamente capazes de participar de

atividades que exigem apenas quantidades moderadas de força muscular.

Para Géis16, podem ocorrer várias conseqüências do envelhecimento na realização da

atividade física, em nível articular, as mudanças degenerativas e a falta de uso limitam a

mobilidade. Sem um programa de exercício adequado, é possível que algumas pessoas

apresentem uma diminuição da amplitude do movimento articular tanto em flexão e extensão.

Isso implicará progressiva anquilose de difícil resolução. A diminuição de movimentos

articulares, sobretudo nos joelhos e nos quadris, levará à um caminhar instável e, portanto, a

Marzetti e Leeuwenburgh26 ressaltam que a perda de força e de massa muscular com o

envelhecimento, também denominada, sarcopenia do envelhecimento, é uma condição com

alta prevalência entre idosos e influencia o surgimento de várias adversidades, incluindo

incapacidade, institucionalização e mortalidade. Neste artigo de revisão, os autores

concluíram que, a aceleração da apoptose (morte celular programada) das fibras musculares

pode representar o mecanismo-chave para o entendimento da sarcopenia.

Cadore, Brentano e Kruel27, também num estudo de revisão, porém, sobre os efeitos de

diferentes modalidades esportivas e de treinamento de força na remodelação óssea, discutiram

as possíveis relações na densidade mineral óssea (DMO) com a força muscular e a

composição corporal. Concluíram que, a determinação de qual o tipo de atividade física seja a

ideal para aumentar o pico de massa óssea na adolescência, ou mesmo mantê-la após a vida

adulta, é muito importante para a prevenção e o possível tratamento da osteoporose, cuja

incidência ocorre principalmente em mulheres pós-menopáusticas. Além disso, as associações

da DMO com a força muscular e a composição corporal sugerem que a prescrição de um

treinamento que vise melhorar esses parâmetros pode ter um efeito benéfico na DMO.

A tendência de aumento na expectativa de vida certamente representará incrementos

na morbidade e na mortalidade em eventos relacionados à osteoporose. Aveiro et al28

analisaram os efeitos de um programa de treinamento na força muscular do tornozelo, no

equilíbrio funcional e na marcha de mulheres com diagnóstico densitométrico de osteoporose.

Contando com uma amostra de doze mulheres voluntárias (idade 68,7

submetidas à avaliação física e posteriormente, reavaliadas após doze semanas. Cada sessão

de 60 minutos, 3 vezes por semana, incluiu alguns exercícios de alongamento, fortalecimento

muscular dos músculos flexores plantares e dorsiflexores do tornozelo, com 50% de 10-

repetições máximas e treino de equilíbrio. As variáveis relacionadas ao índice de equilíbrio, à

velocidade da marcha e à força muscular apresentaram melhoras significativas (p

analisadas por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon. Portanto, programas de atividade

física são eficientes para melhorar o equilíbrio funcional, a velocidade da marcha e a força

muscular do tornozelo de mulheres idosas portadoras de osteoporose.

Trancoso e Farinati29 estudaram os efeitos de 12 semanas de treinamento de força

sobre a força muscular em mulheres idosas funcionalmente autônomas, mas sem experiência

prévia com este tipo de treinamento. Trinta e cinco mulheres com 62 a 77 anos de idade

passaram por anamnese e teste de esforço com ECG. A casuística contou com 19 indivíduos

5 anos). Foram realizadas, duas vezes por semana durante 12 semanas, duas

séries de 10 repetições máximas (RM) em exercícios para membros inferiores (“leg-press”) e

superiores (supino reto). Conclui-se que o TF pode apresentar resultados positivos em idosas

com bom nível de independência funcional. A possibilidade de estes ganhos ocorrerem em

treinamentos de prazo mais longo, todavia, revela-se duvidosa.

Carvalho et al30, realizaram um estudo com a intenção de avaliar a força muscular de

idosos em função do método de avaliação, participantes de um programa complementar de

atividade física durante seis meses e contaram com uma amostra de dezenove idosos (12

mulheres e sete homens) com idade média de 68,7

isotônica e isocineticamente em quatro períodos distintos: inicial (“baseline”), intermédio

(três meses após), final (seis meses após) e destreino (um mês após término da atividade). Os

autores concluíram que um programa complementar de atividade física parece ser

suficientemente intenso e específico para induzir melhorias na força muscular de idosos

independentes. No entanto, a magnitude de resposta de adaptação e desadaptação após treino

e destreino é dependente do método de avaliação utilizado.

Identificar a quantidade ideal de atividade física é fundamental para que se possa

orientar práticas coerentes em relação à quantidade, intensidade e freqüência, bem como

construir programas de intervenções para minimizar e controlar os problemas relacionados

com o declínio funcional em idosos. Dentre os métodos e técnicas, os questionários têm sido

os mais empregados para avaliar a atividade física e o gasto energético. Num estudo de

revisão realizado por Rabacow et al31, foi concluído que os questionários BAECKE e IPAQ

são os únicos traduzidos e validados para a língua portuguesa, e o IPAQ foi o que pareceu

apresentar as melhores condições para ser aplicado em idosos brasileiros. Assim, dentre os

questionários que avaliam o nível de atividade física em populações idosas no Brasil,

verificou-se que apresentam boa reprodutibilidade, mas baixa validade.

Benedetti, Mazo e Barros32 num estudo com o objetivo de determinar o nível de

reprodutibilidade e validade concorrente do questionário internacional de atividades físicas

(IPAQ, versão 8, forma longa, semana usual) avaliaram o nível de atividades físicas

4,2 anos. A força muscular foi avaliada

realizadas por idosas, com tempo recordado de uma semana usual. A amostra do estudo foi

composta por 41 mulheres, com idade média de 67 anos. Foram realizadas duas aplicações do

IPAQ num intervalo de 15 dias, e o nível de atividades físicas foi estimado mediante

utilização de sensores de movimento (pedômetros) e de um diário de atividades físicas (DAF).

Ao comparar as medidas do IPAQ com as que foram obtidas com o DAF, os índices de

correlação encontrados foram superiores (K=0,37; rho=0,54). Concluíram que, consideradas

as evidências disponíveis sobre o assunto e as limitações do estudo, o IPAQ apresenta bom

nível de reprodutibilidade e nível moderado de validade concorrente contra as medidas de

Andreotti e Okuma33, com a intenção de analisar e compreender o desempenho motor

de idosos fisicamente independentes na realização das atividades de vida diária, realizaram

um estudo onde participaram 30 idosos fisicamente independentes, com idade média de 68,7

anos, participantes do PAAF (Programa Autonomia para Atividade Física) da Escola de

Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. As autoras tiveram como objetivo

validar uma bateria de testes de atividades da vida diária. Os resultados apontaram que os

testes relacionados à capacidade funcional de idosos fisicamente independentes devem

enfocar as atividades de locomoção sugeridas pelos participantes do estudo como: caminhar,

sentar e levantar-se, subir escadas, subir degraus, levantar-se do solo. E também, atividades

diárias de habilidades manuais e de auto-cuidado, como calçar meias.

Segundo Ribamar34, o criador deste método, Joseph Pilates nasceu em 1880, em

Düsseldorf, Alemanha. Pilates desde criança sofria de asma, raquitismo e febre reumática.

Sua determinação o levou a estudar várias formas de movimento incluindo yoga, técnicas

Gregas e Romanas. Aos 14 anos se dedicou arduamente ao fisiculturismo chegando a posar

para cartazes de anatomia, também chegou a ser mergulhador, esquiador e ginasta. E, iniciou

a aplicação do seu método em 1926 quando imigrou para Nova York onde recebeu a atenção

da comunidade de dança e a técnica Pilates tornou-se parte integral do treinamento de

bailarinos lendários como Rudolf Von Laban, Mary Wigman, Ruth St.Denis, Ted Shawn,

Marta Graham, George Balanchine, Hanya Holm e Jerome Robbins.

De acordo com Aparício e Perez35:15:

O Método Pilates passou a ser conhecido após a 1ª Guerra Mundial, onde Joseph
Pilates treinou um grupo de pessoas que estavam confinadas em uma prisão de
guerra na Inglaterra. Ao regressar para a Alemanha, depois da guerra, ganhou
notoriedade, pois seus companheiros que praticaram o método, durante a mesma,
superaram uma grande epidemia de gripe, além de ajudar a recuperar os feridos de
guerra, com a utilização de molas das camas para que pudessem realizar exercícios
físicos.

Figura 2 – Inventor do Método Pilates, Joseph Pilates
Fonte: Studio Zen [capturado 2007 maio 03]. Disponível em www.studiozen.com.br.

Para Camarão36:05, o Método Pilates “é um sistema de exercícios que possibilita maior

integração do indivíduo no seu dia–a–dia. Trabalha com o corpo como um todo, corrige a

postura e realinha a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma

Em suma, o método Pilates foi criado para se conseguir um corpo saudável, uma

mente saudável e uma vida saudável. Na concepção de Aparício e Pérez35, ao definirem o

Método Pilates com uma só palavra diriam que é movimento, com duas palavras diriam

movimento com controle, e se tivessem de fazê-lo com três palavras seriam força, elasticidade

e controle. Finalmente, “uma boa condição física é o primeiro requisito para ser feliz”, esta

frase de Joseph Hubertus Pilates poderia resumir perfeitamente a filosofia do método criado

por ele. Uma boa condição física que se consegue fazendo intervir não só o corpo, mas

também a mente e o espírito, com o objetivo final de realizar as múltiplas tarefas da nossa

Aparício e Pérez35 conceituam que, o Método Pilates baseia-se no fortalecimento do

centro de força, expressão que denomina a circunferência do tronco inferior, a estrutura que

suporta e reforça o resto do corpo. O segundo pilar do método é aplicação dos seis princípios

básicos fundamentais: concentração, controle, centro, fluidez nos movimentos, respiração e

precisão. Cada exercício foi concebido para integrar estes princípios. É necessário incorporar

os princípios de uma forma correta e trabalhar os conceitos fundamentais até fluírem de forma

A respeito do princípio da concentração, para Pilates e Miller37 sugerem para as

atividades do método que é necessário que o praticante se concentre nos movimentos corretos

cada vez que executar os exercícios, para que não os faça impropriamente e, desta forma,

O princípio da centralização é exposto por Hall38 a respeito de que, o treinamento

básico com os exercícios de Pilates requerem suporte e controle do tronco em conjunto com

movimentos dinâmicos das extremidades. Centralização e equilíbrio estão sempre envolvidos.

Sobre o princípio da fluidez, Winsor e Laska39 comparam o Método Pilates com a

Dança, afirmando que o Método Pilates é como uma perfeita peça de dança coreografada, e,

para ser executada com graça, significa executar os movimentos com precisão. Cada

movimento ou exercício tem um ponto específico onde inicia e onde finaliza.

Segundo Camarão36, em relação ao princípio que envolve a respiração, Pilates afirmou

que “antes de qualquer benefício alcançado com o uso do método a pessoa necessita aprender

a respirar corretamente, e que essa é uma conquista mais difícil do que se pode pensar. E

esclareceu que a respiração correta seria a inalação e exalação completa do ar, ou seja, então,

aperte cada átomo de ar de seus pulmões até que eles estejam tão vazios como o vácuo”.

Em relação ao princípio da precisão Panelli e De Marco40 lembram que manter a

correta colocação das partes do corpo é fator determinante para nossa saúde e bem-estar, e

está intimamente relacionada à nossa postura. Para que isso aconteça a mente deve estar alerta

a cada movimento. E utilizar-se de poucas repetições de cada exercício e uma execução de

O princípio do controle é descrito por Ungaro41 claramente ao afirmar que cada

movimento executado deve ser meticulosamente calculado e planejado, pois é desta maneira

que o Método Pilates consegue reduzir o risco de lesão durante a atividade física, preparando

o corpo para as atividades diárias da mesma forma que um atleta se prepara para um evento

Segundo Gallagher e Kryzanowska42, o sistema básico do Método Pilates, inclui um

programa de exercícios que fortalecem a musculatura abdominal e paravertebral, bem como

os de flexibilidade da coluna, além de exercícios para o corpo todo. Já no sistema

intermediário-adiantado são introduzidos, gradualmente, exercícios de extensão do tronco,

além de outros exercícios para o corpo todo, procurando melhorar a relação de equilíbrio

Além dos exercícios realizados em decúbito ventral e dorsal, sentado, ou em pé,

Pilates também criou equipamentos específicos compostos por molas a fim de desenvolver o

Conforme pesquisa de Panelli e De Marco40, os equipamentos foram elaborados para

auxiliar a execução dos exercícios de solo, além de restabelecer as principais fraquezas das

pessoas, como a falta de conexão com o centro de força (cuja indicação mais evidente são os

músculos abdominais “saltados” para fora), costelas abertas em excesso devido às retificações

e compensações na região torácica, falta de mobilidade entre os segmentos vertebrais,

restrições de movimentos na articulação coxo-femoral, rigidez, encurtamento dos músculos

flexores do quadril e extensores da coluna lombar, excessiva tensão nas áreas da cintura

escapular, e dificuldade para dissipar esta tensão. Os equipamentos de Pilates são

considerados muito criativos e originais, apesar da aparência arcaica que apresentam e de

alguns nomes assustadores como Guilhotina e Cadeira Elétrica. Não podemos deixar de

lembrar que eles foram desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial, e talvez por esse

motivo a inspiração tenha vindo destes antigos aparelhos de tortura.

Os aparelhos mais utilizados são: reformer, cadillac ou trapézio, cadeiras, barris e

unidade de parede. Além de acessórios utilizados nos espaços que oferecem o Método Pilates,

como: magic circle, bolas suíças (que não foram utilizadas originalmente por Pilates),

A pesquisa médica vem esclarecendo cada vez mais a importância dos músculos

estabilizadores. Robinson e Napper43 exemplificam isto, ao afirmar que se precisarmos retirar

um livro de uma prateleira alta, não utilizamos primeiro a mão nem o ombro, mas os

músculos posturais profundos, os quais estabilizam a espinha lombar, fazendo com que uma

vértebra não se afaste muito de suas vizinhas. Esses músculos são o transverso do abdômen e

um músculo posterior profundo denominado multífido. Eles formam um colete ou cinto

natural de força em torno do centro do corpo de forma que o movimento possa ocorrer com

O desequilíbrio entre a função dos músculos extensores e flexores do tronco, é um

forte indício para o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar. Kolyniak, Cavalcanti e

Aoki44, avaliaram o efeito do Método Pilates sobre a função de extensores e flexores do

tronco de 20 pessoas (16 mulheres com idade média de 34,06

6,68 anos) com habilidade para executar os exercícios do nível

intermediário-avançado, que completaram 25 sessões durante 12 semanas. Os voluntários

foram submetidos ao teste isocinético de avaliação da flexão e extensão do tronco no início e

ao final do período de treinamento. Os autores deste estudo, concluíram que o Método Pilates

(nível intermediário-avançado) mostrou-se uma eficiente ferramenta para o fortalecimento da

musculatura extensora do tronco, atenuando o desequilíbrio entre a função dos músculos

envolvidos na extensão e flexão do tronco.

Num estudo realizado por Cedrón e Haas45 com o objetivo geral de analisar os

aspectos motivacionais que levam a prática do Método Pilates e identificar se estes aspectos

estariam relacionados a fatores da saúde, sociais e/ou estéticos. Com uma amostra de 16

indivíduos adultos, de ambos os sexos, praticantes do Método Pilates, foi utilizado um

questionário adaptado de Scalon com 15 itens durante a coleta de dados. Os resultados

apresentados indicaram que, o principal aspecto motivacional, para a grande maioria da

amostra, foi a busca por uma melhora na qualidade de vida. A melhora nas habilidades físicas

e o fator “aliviar tensões e relaxar”, também foram elementos motivadores que se destacaram

na busca desta prática na amostra estudada. Os fatores que tiveram um maior percentual de

respostas no item muito importante estão relacionados aos aspectos estéticos e de saúde.

Para avaliar a influência do Método Pilates na flexibilidade de mulheres adultas, Prado

e Haas46 realizaram um estudo, e, utilizaram uma amostra composta por 10 mulheres, com

idade média de 42,5 ± 16,01 anos, que mantiveram uma regularidade de duas sessões

semanais, num período de oito meses. Durante a realização da coleta de dados, foram

utilizadas algumas posturas do Flexiteste, que avaliaram a flexibilidade de membros

inferiores, superiores e tronco. Após a análise e discussão dos resultados considerou-se que a

metade da amostra apresentou melhora na flexibilidade no movimento de flexão do tronco e a

metade permaneceu com a mesma pontuação na sua flexibilidade. Em relação à extensão do

tronco a maioria permaneceu com a mesma pontuação nas duas avaliações realizadas. No

movimento de flexão do quadril 40% da amostra obteve um aumento em sua flexibilidade e

60% permaneceu igual. E no movimento de extensão do quadril a maioria da amostra obteve

melhora na sua flexibilidade. A maioria da amostra estudada obteve melhora no movimento

de extensão ou adução posterior do ombro. Em relação ao movimento de extensão posterior

do ombro a maioria permaneceu com a mesma pontuação em sua flexibilidade. Conclui-se

que a maioria das participantes deste estudo, após oito meses de prática do Método Pilates

mostraram-se corporalmente mais flexíveis.

Num estudo retrospectivo de Vieira e Haas47, a partir de dados obtidos do centro de

avaliação física do Studio GR Pilates – Porto Alegre/RS foi realizada uma análise com

objetivo de verificar a influência do Método Pilates na composição corporal de praticantes do

sexo feminino em idade adulta. Foram utilizadas as medidas das seguintes dobras cutâneas:

do peitoral, abdômen, coxa, tríceps, supra-ilíaca, subescapular e axilar média, e ainda como

medidas: o percentual de gordura, o peso, a estatura, o peso gordo, magro, ósseo e muscular e

o Índice de Massa Corporal de uma amostra composta por nove mulheres, com idade média

de 36 ± 12,37 anos, praticantes do Método Pilates, que mantinham uma regularidade de duas

sessões por semana. Foi realizada a avaliação antropométrica e utilizado o método

antropométrico baseado no protocolo da ISAK (International Society of the Advancement of

Kinanthropometry). Após análise e discussão dos resultados acredita-se que o Método Pilates

influenciou na composição corporal de mulheres adultas, no aumento do peso muscular, da

massa magra e o do IMC, apresentando diferenças significativas entre a primeira e segunda

etapa de coleta de dados. O percentual de gordura, o peso gordo e o peso ósseo não sofreram

alterações entre as duas etapas de análise dos dados; e, em relação às dobras cutâneas destaca-

se que a dobra do tríceps apresentou diminuição com diferença significativa.

Num estudo observacional realizado por Segal, Hein e Basford48 sobre os efeitos do

treinamento do Método Pilates na composição corporal e flexibilidade de adultos a partir de

uma amostra de quarenta e cinco mulheres e dois homens (com idade média de 41,5 anos),

foram aferidas as medidas das distâncias “fingerip-to-floor”, os percentuais de massa magra

pelo método de bioimpedância elétrica, e, também, o estado de saúde através do Questionário

da Academia Americana de Cirurgias Ortopédicas. Após a análise dos dados, os autores

concluíram que não houve nenhuma mudança estatisticamente significativa na massa magra,

no peso ou nos outros parâmetros da composição corporal, porém, o treinamento do Método

Pilates melhorou a flexibilidade do grupo estudado.

Para Camarão36:05, através da prática regular do Método Pilates, “o indivíduo

redescobre seu próprio corpo com mais coordenação, equilíbrio e flexibilidade.

Independentemente da idade, qualquer pessoa pode ser beneficiada por esse método que

melhora a qualidade de vida e oferece resultados rápidos”.

Porém, as mudanças no sistema musculo-esquelético relatadas com o envelhecimento

são inevitáveis. Perda de massa muscular (sarcopenia), disfunções posturais, redução no ciclo

da marcha, e perda do controle do equilíbrio estático são conseqüências das mudanças

musculoesqueléticas que ocorrem durante o processo natural de envelhecimento. Smith e

Smith49 sugerem que exercícios baseados no Método Pilates, que é um método popular de

melhora da força do torso, oferecem outros benefícios incluindo mobilidade na coluna

vertebral e nas articulações, e ainda propriocepção, equilíbrio e treinamento de coordenação.

Idosos que incluírem exercícios baseados no Método Pilates terão benefícios ao integrarem

nos seus programas tradicionais de treinamento de força e equilíbrio.

Conforme Tricha50, este estudo pode ser classificado como um “ensaio clínico

controlado não-randomizado, pois houve apenas o grupo de tratamento ou de intervenção. E,

portanto não ocorreu nenhum processo aleatório de análise dos dados, somente calculadas as

Alunas do Programa de Extensão Universitária da Universidade de Caxias do Sul,

designado Universidade da Terceira Idade, UNTI-UCS. Após a qualificação e aprovação do

projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande

do Sul, e, seguindo o cronograma deste estudo, a Universidade da Terceira Idade da

Universidade de Caxias do Sul divulgou esta pesquisa nas turmas dos Programas de

Atualização e Aquisição de Novos Conhecimentos (UNTI-UCS). Após isto, a pesquisadora

contou com informações obtidas no Banco de Dados da UNTI-UCS das alunas inscritos no

primeiro semestre de 2008 em todas as atividades oferecidas por esta instituição.

A partir de um total de 898 inscritos, sendo que destes indivíduos 835 eram mulheres.

Porém destas as que eram nascidas entre 1936 a 1942, ou seja, com idades entre 65 a 75 anos,

somaram um total de 271 mulheres. E, destas quais as senhoras que não estavam matriculadas

em nenhum Programa de Saúde, Movimento e Lazer oferecidos por esta instituição, somaram

Finalmente a pesquisadora contatou por via telefônica com estas 102 senhoras

cadastradas na UNTI-UCS, e apenas 49 senhoras declaram não praticarem atividade física

regularmente e demonstraram interesse em participar deste estudo.

Após este primeiro contato telefônico, ocorreu uma reunião com as interessadas na

UNTI-UCS a fim de esclarecer e apresentar os objetivos desta pesquisa e as possíveis dúvidas

sobre este estudo. Assim, aquelas que aceitaram participar deste estudo, assinaram um Termo

de Consentimento Livre e Esclarecido, (APÊNDICE 2) emitido em duas vias, sendo que uma

via foi entregue para cada voluntária e a outra permaneceu com a pesquisadora. Além destes

procedimentos foi garantida a confidencialidade e o anonimato, sem qualquer identificação

Durante o decorrer da pesquisa o número de turmas foi reduzido para cinco e as aulas

ocorrem conforme o projeto, sendo duas vezes por semana com duração de cinqüenta minutos

para cada turma durante doze semanas. E, até período final de coleta de dados permaneceram

Os critérios de inclusão para a participação nesta pesquisa foram: aceitar participar do

estudo; ter idade de 65 anos ou mais; sexo feminino; apresentar atestado médico, expedido

por um geriatra, onde deveria constar que a participante está apta a realizar exercícios físicos;

e não estar praticando nenhum outro tipo de atividade física regularmente.

Os critérios de exclusão para a participação neste estudo se justificaram conforme as

recomendações de Shepard22 sobre o impacto da atividade física regular. Em que há contra-

indicação absoluta para atividade física em indivíduos com diagnóstico de: doenças

infecciosas agudas; problemas metabólicos instáveis; distúrbios locomotores significativos;

ansiedade excessiva; infarto do miocárdio recente ou debilitante; miocardise aguda; estenose

aórtica; probabilidade de embolismo pulmonar recente. E, contra-indicações relativas para

atividade física: fibrilação atrial ou palpitação; bloqueio atrioventricular; bloqueio do feixe

lateral esquerdo; excitação ventricular prematura.

Enquanto rotina de coleta de dados foi realizada a seguinte seqüência de eventos:

primeiro encontro – ocorreu uma reunião com as alunas voluntárias de cada sub-grupo

(turma) e foram expostos os objetivos do estudo, lido o Termo de Consentimento Livre e

Esclarecido, esclareceu-se as dúvidas, e os indivíduos que concordaram assinaram o Termo

de Consentimento Livre e Esclarecido; no segundo encontro: ocorreu a aplicação do IPAQ –

versão 8, forma longa, semana usual, o foi questionário lido, gravado e transcrito, preenchidas

as fichas de dados de identificação da amostra, sempre pela única pesquisadora; no terceiro

encontro: foram realizados os testes em áreas externas, como o teste “caminhar ou correr

800m”, e teste “subir escadas” (Bateria de Testes de Atividades de Vida Diária,); no quarto

encontro: foram realizados os testes numa sala ampla denominados: testes de “sentar e

levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa”,”subir degraus”, “levantar-se do solo”,

“habilidades manuais”, e “calçar meias” (Bateria de Testes de Atividades de Vida Diária,).

Estes procedimentos de coleta de dados foram realizados no segundo, terceiro e quarto

encontros, anteriormente ao início das 12 semanas de treinamento e foram repetidos, após o

Figura 3 – Fluxograma de funcionamento da pesquisa
Fonte: O autor (2009)

Os instrumentos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa estão descritos abaixo:

a) Ficha de dados de identificação para o cadastro da amostra

Através da ficha de dados de identificação para o cadastro da amostra se manteve um

controle individual das participantes e contribui para a organização administrativa por parte

da pesquisadora durante a pesquisa. (APÊNDICE 3).

b) Questionário Internacional de Atividade Física – QUIAF – adaptado para idosos

O IPAQ surgiu a partir de uma reunião, em abril de 1998, em Genebra, Suíça, com a

Organização Mundial de Saúde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados

Unidos e o Instituto Karolinska da Suécia com o intuito de desenvolverem e testarem um

instrumento para medidas de atividades físicas de uso internacional51

Apesar do IPAQ não se tratar de um instrumento específico para idosos, Benedetti et

al32 validaram o IPAQ versão 8, forma longa, semana usual, para idosos brasileiros. Os

autores utilizaram como referência o pedômetro e o diário de atividade física (DAF) em

amostra de 41 mulheres e 29 homens acima de 60 anos. A reprodutibilidade em ambos os

sexos foi considerada alta. Quanto à validade, os indicadores foram baixos. Mesmo com

valores de validade baixa, os valores encontrados foram superiores aos observados em outros

estudos, talvez em virtude de ser aplicado em forma de entrevista individual que pode ter

No IPAQ quanto maiores os escores de dispêndio calórico que são medidos nos

diferentes domínios, por mets (medida de dispêndio calórico) maior é o nível de atividade

física do indivíduo que pode ser categorizado nível baixo, médio ou alto. (ANEXO 1).

DOMÍNIOS

Trabalho
Transporte
Lazer
Atividades Domésticas
Sedentarismo

Figura 4 – Características do IPAQ, versão 8, forma longa, semana usual.
Fonte: O autor (2009)

c) Bateria de Testes de Atividades de Vida Diária para Idosos Fisicamente

Andreotti e Okuma33 com o objetivo de criar e validar uma bateria de testes motores

relacionados às AVD, voltados para a população fisicamente independente. Realizaram um

estudo aonde participaram da validação da bateria de testes 30 idosos fisicamente

independentes, com idade média de 68,7 anos, participantes do PAAF (Programa Autonomia

para Atividade Física), da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.

Levando em consideração as atividades mais freqüentemente desempenhadas por esses

idosos, em seu dia-a-dia, bem como as de maior dificuldade de realização, foi elaborada uma

bateria de testes com as atividades: caminhar 800 metros, sentar e levantar-se de uma cadeira

e locomover-se pela casa, subir degraus, subir escadas, levantar-se do solo, habilidades

manuais e calçar meias. Os resultados apontaram que os testes criados nesse estudo tiveram

descrição clara, relacionam-se com AVD e possuem aplicabilidade, o que corrobora a

validade de seu conteúdo. Além disso, todos os testes mostraram alto grau de objetividade e

fidedignidade, respectivamente: caminhar 800 metros (r = 0,99; r = 0,97); sentar e levantar-se

da cadeira e locomover-se pela casa (r = 0,99; r = 0,96); subir degraus (r = 1,00; r = 0,94);

subir escadas (r = 0,98; r = 0,92); habilidades manuais (r = 0,97; r = 0,74); calçar meias (r =

0,99; r = 0,87). E, estes autores concluíram que, testes relacionados à capacidade funcional de

idosos fisicamente independentes devem enfocar as atividades de locomoção. (ANEXO 2).

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